Lissauer defende reforma da Previdência em Goiás: “Estado não vai aguentar, vai falir e entrar em colapso”

Presidente da Alego garante que atuará junto aos deputados no sentido de convencê-los de que é a reforma é extremamente necessária; proposta começa a tramitar ainda este mês

Presidente da Assembleia, deputado Lissauer Vieira (PSB) | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente do Legislativo, deputado Lissauer Vieira (PSB), conversou com o Jornal Opção sobre sua expectativa em relação à reforma da Previdência que deve ser apresentada à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) na próxima semana. Segundo ele, o diálogo com o governo e técnicos sobre a necessidade de uma reforma já vem ocorrendo há alguns meses, e ganhou corpo diante da morosidade com que a PEC que inclui Estados e municípios na reforma tem avançado na esfera federal.

De acordo com o presidente da Alego, a PEC e outras leis complementares devem começar a tramitar ainda este mês, mas a votação e aprovação dependem dos rumos que a discussão tomar. Lissauer reconhece que o tema pode suscitar debates acalorados e, em certa medida, alguma resistência por parte de alguns parlamentares. No entanto, ele garante que atuará junto aos deputados no sentido de convencê-los de que é a reforma é extremamente necessária.

“Esse é um trabalho de governo, mas vou ajudar a convencer os deputados de que é uma ação importante, além disso, o momento é oportuno”, destaca Vieira, ao enfatizar que há um ano e meio a população seria totalmente contra uma reforma da Previdência. “Hoje isso mudou porque as pessoas começaram a perceber que os impostos devem ser revertidos em benefícios e políticas públicas sociais”, diz. Os déficits tiram esse equilíbrio entre arrecadação e investimentos, arremata o presidente da Alego.

Uma das preocupações do chefe do Legislativo goiano é deixar claro que seu posicionamento é pela defesa do debate. “Não queremos prejudicar ninguém, ou retirar direitos, mas precisamos olhar à frente e estabelecer regras para esse novo momento”. Ele fez um paralelo com o orçamento familiar, “se você tiver um orçamento de R$10 mil e gastar R$20 mil será insustentável, também é assim no poder público”.

“O momento é de buscar alternativas, temos um rombo mensal de R$ 230 milhões. A Assembleia está pronta para discutir o tema e seremos pioneiros ao tocar a reforma no âmbito estadual”, defende Lissauer, para quem a reforma tem como principal objetivo “estancar” o déficit previdenciário crescente em Goiás. “É preciso agir senão o Estado não vai aguentar, vai falir e entrar em colapso. Goiás está pagando esse déficit e deixando de investir em saúde, segurança, asfalto, entre outras políticas públicas importantes”, ressalta. “O aumento constante da folha e do déficit da previdência é insustentável”, conclui Lissauer.

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