Lira libera Braga Netto de dar explicações sobre gastos das Forças Armadas com churrasco e bebidas alcoólicas

Base governista articulava desde o dia 31 de março, quando o requerimento foi aprovado, pela suspenção da convocação para explicações do ministro

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e ministro da Defesa, Braga Netto | Montagem

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anulou a convocação do ministro da Defesa, Braga Netto, para explicar gastos com picanha, cerveja, uísque, bacalhau, filé e salmão das Forças Armadas. O líder do governo, Ricardo Barros, havia recorrido pedindo a anulação da convocação na última segunda-feira, 13.

O requerimento de convocação é de autoria do deputado goiano Elias Vaz (PSB), que solicitou explicações do ministro da Defesa na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, conforme exigências regimentais. O requerimento inicial apresentava o nome de Fernando Azevedo e Silva, ministro à época. Com a troca, o parlamentar solicitou ao presidente da Comissão, Áureo Ribeiro, a manutenção do cargo de ministro da Defesa.

Segundo Elias Vaz, o prazo regimental para a resposta ao pedido de anulação da convocação é de três sessões plenárias. O presidente, Arthur Lira, teria descumprido com o regimento da Casa. “É uma atitude totalmente arbitrária. O que o presidente da Câmara fez é gravíssimo, um desrespeito à democracia ao atingir o preceito constitucional do deputado de fiscalizar o Executivo. Do que o governo tem medo?”, indagou o parlamentar, que disse que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncia

Um grupo de parlamentares do PSB haviam denunciado gastos das Forças Armadas com a compra de 714 mil quilos de picanha e 80 mil unidades de cerveja com superfaturamento de até 67%. Além disso, teriam adquirido 438,8 mil quilos de salmão e mais de 1,2 milhão de quilos de filé mignon, 9.748 quilos de filé de bacalhau. Ainda, 139.468 quilos de lombo de bacalhau, conhaque e uísque 12 anos.

As suspeitas foram informadas ao Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal. Em todo país, já foram abertas 20 investigações

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