Clécio Alves apontou que vários futuros candidatos a deputado em 2018 dão ordens, “como se mandassem” na administração municipal

Líder do PMDB reclamou do tratamento que recebe do prefeito| Foto: Alberto Maia

O líder do PMDB na Câmara Municipal, Clécio Alves, reclamou nesta quarta-feira (14/2) do tratamento que vem recebendo do prefeito Iris Rezende (PMDB). De acordo com ele, ele vem sendo tratado como “persona non grata” por esta gestão.

“Eu não fiz campanha para mim, fiz campanha para o Iris. Acreditei nele como nunca acreditei em ninguém, mas tenho sido tratado como oposição”, afirmou. Segundo o vereador, a atual administração tem vários “reizinhos”, que querem ser candidatos a deputado em 2018 e que “acham que mandam” na cidade.

“Estão me tratando covardemente. Pegando gari que é meu amigo e mora no São Brás e mandando para o Parque Atheneu. Estão dizendo que ‘gente do Clécio’ é para ser tratada ‘no chicote, a pão seco'”. disse.

Ele ressaltou, ainda, que continua aliado do prefeito “até o dia que ele [Iris] achar que sirvo”. O peemedebista ressaltou que deve muito ao ex-prefeito Paulo Garcia (PT) e que reconhece que foi muito duro com o petista, “mais do que devia”, mas só foi porque teria sido escolhido como opositor.

As críticas à atual administração foram endossadas pelo vereador Paulo Magalhães (PSD), que classificou como uma perseguição rasteira e covarde o que vem acontecendo. De acordo com o parlamentar, o que acontece é um desrespeito a quem esteve apoiando Iris.

“A Prefeitura tem que nos respeitar. Esse homem não sabe respeitar vereador”, defendeu. Ele também falou da primeira-dama, Íris Araújo, que estaria resolvendo assuntos relacionados à gestão. “Nunca ouvi falar que primeira-dama dá o crivo sobre as coisas”.