Edward Madureira considera preocupante fala do ministro da Educação sobre critérios de corte de verbas

“Liberdade de expressão não pode ser vinculada a repasses financeiros”, diz reitor da UFG
Edward Madureira Brasil, reitor da UFG | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A afirmação do ministro da Educação Abraham Weintrab , ao Jornal Estado, dizendo que o MEC irá cortar os recursos das universidades que não obtiverem o desempenho acadêmico esperado e estejam promovendo desordem no Câmpus é considerada preocupante pelo reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Edward Madureira.

Para ele, a universidade é um local de liberdade de expressão e debate. “Isto faz parte da gênese das instituições de ensino, e não pode ser vinculado aos repasses financeiros”. Edward reitera que as manifestações jamais tiveram relação com as emendas enviadas às universidades federais.

Recursos

Quando questionado sobre a declaração de Weintraub, na qual alega que as universidades federais consomem a maior parte dos recursos do MEC, o reitor da UFG discordou. Ele afirmou, ainda, que, na verdade, o que ocorre é um processo de contingenciamento de orçamento, e que, no Brasil, o investimento nos alunos ainda é baixo.

“Os municípios são responsáveis pela educação infantil e pela primeira fase do ensino fundamental, os Estados cuidam da segunda fase do fundamental e do ensino médio, sendo competência, portanto, do governo federal, os gastos com instituições de ensino superior”, reforçou.

Ranking Universitário Internacional

O reitor foi categórico ao dizer que o financiamento das universidades nunca esteve vinculado aos rankings citados pelo ministro. Segundo ele, as posições, na maioria das vezes, satisfatórias, que as universidades federais ocupam têm a ver com sua matriz e o esforço das instituições no ensino e na pesquisa.

O modelo de financiamento em vigor até o momento tem sido eficaz, de acordo com o gestor, que garante: “O empenho das universidades reflete nos resultados, portanto, as boas colocações em rankings mundiais são apenas consequência disto”, concluiu.