Sessão entra no quinto dia com previsão de 18 horas de discussões entre defesa e acusação e, em seguida, discurso dos senadores inscritos

Sessão deliberativa extraordinária destinada a discussão do Parecer nº 726, de 2016, que analisa a procedência ou improcedência da Denúncia nº 1, de 2016, referente ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Sessão deliberativa extraordinária processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Com 65 dos 81 senadores já inscritos para discursar, a sessão final de julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff só deve ser encerrada na próxima quarta-feira (31) pela manhã, com a votação final dos senadores.

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside a sessão, o objetivo é esgotar a fase de debate da defesa e acusação e ainda os discursos dos senadores nesta terça-feira (30). Desta maneira, fica para quarta (30) o relatório do presidente da sessão, os encaminhamentos de votos e finalmente a votação nominal em painel eletrônico.

Na primeira etapa desta terça-feira (30) os advogados de acusação e de defesa terão uma hora e trinta minutos para fazer suas considerações finais com direito a mais uma hora de réplica e mais uma hora para tréplica cada. A advogada da acusação Janaína Paschoal será a primeira a falar. Logo depois, será a vez do advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo. A previsão da presidência da sessão é de que essa fase seja encerrada por volta das 14 horas.

Depois da pausa de 1 hora para o almoço, começam os debates orais dos senadores. Cada parlamentar terá 10 minutos para discursar na tribuna. Já estão inscritos 65 oradores, mas os parlamentares ainda podem fazer inscrição até final da fala do último orador. O objetivo do presidente Lewandowski é encerrar a fase de pronunciamento dos senadores nesta terça-feira (30), ainda que se estenda até a noite e madrugada, deixando para quarta (30) apenas a votação.

Para ser afastada definitivamente do cargo, os favoráveis ao impeachment de Dilma precisam obter, pelo menos, 54 votos. Caso isso aconteça, além de perder o mandato ela também perderá os direitos políticos por oito anos, a partir de 2018, quando terminaria o segundo mandato da presidenta.