Leilão da Celg T tem resultado financeiro melhor do que privatização feita em 2016

“Hoje estamos vendendo a Celg Transmissão por um valor que dá quase duas vezes o que Goiás recebeu pela Celg Distribuição”, apontou o governador Ronaldo Caiado durante o leilão da estatal

A portuguesa EDP arrematou a elétrica Celg Transmissão (Celg T), em leilão de privatização nesta quinta-feira, 14, na bolsa paulista B3, por R$ 1,977 bilhão, com ágio de 80,10% ante o mínimo previsto. No leilão, foram negociadas 100% das ações da Celg T, pertencentes à CelgPar, do Governo de Goiás. A transação dará aos cofres do Estado um resultado melhor do que a venda da Celg D – que foi adquirida pela Enel em 2016.

A Celg Distribuição foi vendida em 2016, pelo então governador Marconi Perillo (PSDB), à época, por R$ 2,1 bilhões, Pouco mais da metade deste dinheiro chegou aos cofres do governo do Estado, já que uma fatia na companhia pertencia a Eletrobras. A operação foi considerada um péssimo negócio aos goianos, que ainda tiveram que herdar uma dívida de quase R$ 7 bilhões.

“Hoje estamos vendendo a Celg Transmissão por um valor que dá quase duas vezes o que Goiás recebeu pela Celg Distribuição. Isso, sem dar um centavo de prejuízo para o tesouro”, destacou o governador Ronaldo Caiado durante discurso no evento que marcou a venda da estatal. “Imagino se a Celg Distribuidora  tivesse sido bem gerida e administrada a sua venda daria para mudar o rumo da gestão, dos investimentos em estradas, na saúde, educação e segurança pública”, completou

Para o governo de Goiás o negócio foi altamente lucrativo para o Governo de Goiás. O secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, explicou, em números, quão positiva foi a venda de hoje em relação ao negócio fechado pelo governo anterior, quase cinco anos atrás. “A diferença é grande, especialmente quando os rendimentos são comparados. A Celg D era detentora de uma receita anual de cerca de R$ 10 bilhões, enquanto a Celg T, R$ 280 milhões”, explicou. Na primeira, o lucro da então gestão estadual foi de R$ 1,1 bilhão. Agora, é de R$ 1,977 bilhão. 

“O ágio de 80,10%, pago durante o leilão, é uma prova de que o mercado reconhece o quanto a gestão da Celg T, sob determinação de Caiado, fez um trabalho de excelência”, comentou Adriano. Aos novos investidores, garantiu que Goiás é um dos estados com maior potencial no Brasil. “Em pouco tempo vamos liderar esse país, não só na área de infraestrutura de energia, mas em todos os setores que vão permitir esse reconhecimento do grande Estado que temos”, projetou o titular da pasta.

Privatização

 “A função do Estado não é competir com a livre iniciativa, somos parceiros, e assim os tenho”, enfatizou Caiado ao cumprimentar a vencedora e estender o convite para que mais empresas se instalem em Goiás. “Acreditem no nosso Estado, que respeita a iniciativa privada e que cumpre com a sua responsabilidade de proporcionar segurança a todos que ali investem.” 

Diretor-presidente da EDP, João Marques da Cruz classificou o arremate do leilão como uma oportunidade de investimento e de lucros. “É um ativo importante para o país e, por isso, entendemos que podemos somar e contribuir para que a empresa, que é boa, fique ainda melhor”, afirmou. “Vamos conseguir rentabilizar com grande qualidade operacional”, planejou. “Estamos implementando uma estratégia forte, de aposta no mercado brasileiro e de aposta nas redes”, completou o representante da empresa vencedora. 

Agora a empresa vencedora assume as obrigações da companhia, como pagamento de salários e benefícios aos funcionários. A Celg T detém a concessão de mais de 755 quilômetros de extensão de linhas de transmissão, com contratos de concessão com prazo final entre 2043 e 2046 e 12 subestações próprias, com receita anual permitida (RAP) de R$ 216 milhões. O leilão do braço de transmissão da Celg atraiu grandes grupos do setor elétrico por ser um negócio atrativo e de baixo risco.

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