Lêda Borges acredita que CPIs podem “frear” investidores

Deputada assegura legitimidade das Comissões, mas considera que poderão trazer “dificuldades” para instalação de novos empreendimentos

Deputada estadual Lêda Borges (PSDB) comenta sobre instalação de CPIs no Legislativo / Foto: Felipe Cardoso – Jornal Opção

Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a deputada estadual Lêda Borges (PSDB) tem combatido ferozmente a opinião daqueles que tentam pregar no Estado o selo de terra arrasada.

Questionada pela reportagem se a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Enel e dos Incentivos Fiscais poderia, de fato, afastar investidores, — conforme dito pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel —  Lêda defendeu, primeiramente, a legitimidade das Comissões.

Em seguida, a parlamentar considerou que, apesar de legítimas, as CPIs poderão “trazer mais dificuldades para empreendimentos que, porventura, queiram vir para nosso Estado”.

Para ela, o andamento de uma CPI clareia qualquer obscuridade que tenha ocorrido, porém, “os investidores possuem a energia como um importante instrumento de expansão de seus negócios. Isso dá uma freada até a entrega do relatório final das CPIs”.

Em entrevista concedida ao Jornal Opção anteriormente, o empresário Sandro Mabel afirmou que duas empresas já desistiram de vir se instalar em Goiás em 2019 por sentirem insegurança jurídica no Estado.

De acordo com Mabel, os empresários questionam a redução de incentivos promovida por meio da relatoria da Lei de Convalidação de Incentivos Fiscais. Além disso, o setor estaria preocupado com a instalação das CPIs no Legislativo goiano. Na visão deles, essas investigações mostram que o ‘terreno’ é temeroso para se investir.

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