Lava Jato gera percepção de “solidez institucional” do Brasil no exterior, diz diplomata

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) concedeu entrevista ao “Correio Braziliense”

Presidente da Apex-Brasil e embaixador, Roberto Jaguaribe fala durante cerimônia em 2016 | Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Em entrevista ao “Correio Braziliense”, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Roberto Jaguaribe, comenta sobre a retomada do crescimento do Brasil e a imagem que o país passa aos investidores estrangeiro com os desdobramentos da Operação Lava Jato.

“Eu acho que, se a gente olhar por um processo longo, a gente vê que o Brasil só faz progredir”, ressaltou, citando três conquistas brasileiras nas últimas décadas: a redemocratização, a estabilidade macroeconômica adquirida com o Plano Real e a inclusão social. “O processo de inclusão social é fundamental para o equilíbrio dos países, para a coesão interna e nacional e o Brasil tem que promover”, complementa.

Ao destacar a coberta da imprensa mundial em relação à Lava Jato, Jaguaribe argumenta que o seu impacto pode ser visto a partir de duas percepções diferentes. “A Lava Jato, como um todo, gera uma percepção complicada no exterior, mas, ao mesmo tempo, gera uma percepção da solidez institucional e também tem muito valor”.

Ex-embaixador do Brasil na China, Roberto Jaguaribe analisa ainda a relação do Brasil com o país asiático. “A relação com a China é absolutamente fundamental […] A China abre oportunidades importantes para o Brasil, porque os chineses têm uma característica que outros países não têm: a China precisa do Brasil”, arrematou.

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