Kátia Abreu diz que governo não pensa em reduzir Cide do óleo diesel

Ministra ressaltou a convicção do governo “sobre a importância de mantê-la e de não flexibilizá-la por questões fiscais. Já a CNA se diz preocupada com os efeitos do protesto

Ministra descarta redução, mas garante que governo busca solução para caminhoneiros | José Cruz/Agência Brasil

Ministra descarta redução, mas garante que governo busca solução para caminhoneiros | José Cruz/Agência Brasil

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, disse na quarta-feira (25/2) que não está nos planos do governo reduzir a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre o óleo diesel e a gasolina, para atender a reivindicações dos caminhoneiros.

Apesar disso, ela informou que o governo considera justas as reivindicações da categoria, que, ao longo da semana, tem obstruído diversas rodovias federais, em protesto contra os preços dos combustíveis. “São reivindicações justas, e o governo está empenhado em atendê-los, seja por meio da [aprovação sem vetos da] legislação dos caminhoneiros ou pela prorrogação dos financiamentos de caminhões com juros de 2,5% ao ano”, explicou.

Sobre a possibilidade de reduzir a Cide, Kátia ressaltou a convicção do governo “sobre a importância de mantê-la e de não flexibilizá-la por questões fiscais”. Conforme a ministra, “o que é bom para o Brasil tem de ser bom para todos”. “Manteremos diálogo”, completou.

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestou preocupação com os efeitos do protesto dos caminhoneiros. Para a CNA, a duração e o alcance do movimento “já provocam graves perturbações nas cadeias produtivas do agronegócio”. A entidade ressalta que, na ausência de uma rápida solução para o problema, haverá “danos irreparáveis à economia da produção, com reflexos severos na vida da população brasileira”.

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