Karlos Cabral e Virmondes Cruvinel se equilibram em torno da base

Cabral diz que mantém na base governista independente de cargos; Virmondes afirma independência

O deputado estadual Karlos Cabral (PDT) diz que não houve divergências entre ele e o governo do Estado, mesmo após voto contrário à Reforma da Previdência estadual no final de 2019. Segundo o parlamentar, os votos dele confirmam sua permanência na base governista. “Votei a favor dos servidores”, afirma.

Cabral aponta ainda que não mudou de postura em relação a seu posicionamento com o governo estadual. Sobre os cargos comissionados retirados como represália pela votação contrária, o pedetista afirma que não está na base em troca de cargos e que só tinha três indicações dentro da administração direta.

“Não sou um deputado que se sustenta em cargo. Eu tenho um projeto político e enquanto esse projeto tiver casado com o do governo continuo sendo da base”, diz. “Sou sempre coerente com minhas pautas e bandeiras, delas não me afastei até hoje e assim vou continuar”, finaliza.

Independência

A exemplo Cabral (PDT), Virmondes Cruvinel (Cidadania) afirma fazer política a partir de “bandeiras”, entre elas a defesa dos servidores públicos, direitos e educação. A partir disso diz se manter na defesas das bandeiras, mesmo se for contra pauta do governo.

“Agora somos pautados com independência, desde que a base se distanciou. Sem perder o diálogo, que sempre pautou nosso mandato”, afirma o parlamentar. “Defendo que as bandeiras superem a cor partidária ou picuinhas. Sigo mantendo minha coerência”, tergiversa.

O líder do governo, Bruno Peixoto (MDB), em entrevista recente disse que tanto Cabral quanto Cruvinel continuam no espectro de diálogo do governo, ao contrário de Humberto Teófilo (PSL), Eduardo Prado (PV) e Major Araujo (PSL), integrantes da base até a votação da previdência que agora fazem críticas diretas ao governo.

É importante para o governo manter certa margem de manobra na base governista, que hoje conta oficialmente com 26 deputados. Os nomes de Cabral e Virmondes são fortes neste sentido, pois ambos são membros da Comissão de Constituição e Justiça — Cabral é vice-presidente.

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