Kajuru tacha de vingança decisão do STF e diz que vai recorrer

Supremo decidiu, por três votos a dois, manter as investigações contra o parlamentar goiano que acredita em retaliação por causa das ações dele na CPI da Lava Toga

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir manter as investigações sobre o senador Jorge Kajuru (Podemos) por três votos a dois, o goiano disse que vai recorrer nos processos por injúria contra o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-deputado Alexandre Baldy (Progressistas). Ele é investigado também por difamação contra os políticos em publicações feitas em redes sociais. Kajuru cogita, inclusive, que a decisão pode ter como “pano de fundo” uma “vingança” por ele ter pedido a abertua de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que ficou conhecida como Lava Toga, contra o STF.

O político entende que houve “injustiça” e que a decisão vai contra a jurisprudência do próprio Supremo. Segundo o parlamentar, as decisões que aceitaram as queixas crimes contra ele, capitaneadas pelo voto do ministro Gilmar Mendes, “deixam nuas as estabilidades das instituições, a segurança jurídica e sinalizam a flexibilizações de garantias” que, de acordo com o senador, “jamais deveriam ser flexibilizadas”. 

“Ao meu ver, foi julgado o pedido que fiz de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito [CPI] Lava Toga e os pedidos de impeachment de membros daquela Corte. O julgamento foi uma oportunidade de retaliação e exercício de vingança às minhas ações e manifestações públicas e ilustra bem este meu sentimento parte do voto do Ministro Ricardo Lewandowski”, justifica o goiano. Apesar das críticas e do embate, o político reitera que não comunga daqueles que defendem o fechamento do STF, ou que fazem ameaças a Ministro da Corte.

Ele, porém, critica que, colocá-lo como réu em processos criminais “não vai apagar minha história, não vai abalar convicções, nem tampouco mudar opiniões e postura,” enfim, “o que levou o povo goiano a depositar” nele “o voto de confiança para representar o Estado na Câmara Alta do Congresso Nacional”.  

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