Justiça solta sem-terra acusados por ‘dia do fogo’

A Polícia Federal e Polícia Civil apontam como principais suspeitos fazendeiros, madereiros e empresários

Três trabalhadores rurais sem-terra foram soltos na quarta-feira, 23, após passarem 50 dias na prisão. Eles foram presos por um delegado da Polícia Civil que os acusou de terem participado do ‘dia do fogo’. As informações são da Folha de São Paulo.

A soltura de Silvanira Teixeira de Paula, Francisco das Neves Ferreira e Antônio dos Santos foi determinada pela juíza Sandra Maria Correia da Silva, do Tribunal Regional Federal, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A Polícia Federal e Polícia Civil apontam como principais suspeitos fazendeiros, madereiros e empresários por atearem fogo de forma criminosa na região de Novo Progresso, no Pará, entre os dias 10 e 11 de agosto. Ainda assim a delegacia de Castelo dos Sonhos, em Altamira, prendeu os sem-terra.

A investigação mostra que os responsáveis fizeram uma “vaquinha” para pagar os custos do combustível. Além disso, contrataram motoqueiros para entrarem nas estradas de terra próximas à floresta espalhando o líquido inflamável.

A queima coordenada fez com que a região registrasse um aumento de 300% em casos de focos de incêndio. Eles se organizaram por meio de grupos de WhatsApp.

 

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