Após pedido de favorecimento por “critério de oportunidade”, apresentado pela defesa do futebolista e seu irmão, liberação de prisão domiciliar é negado

Pena para falsificação de passaporte pode chegar até cinco anos no Paraguai | Foto: Bruno Cantini

O futebolista Ronaldinho Gaúcho teve pedido de liberação da prisão domiciliar negado na última sexta-feira, 10, pela justiça do Paraguai. Em prisão domiciliar desde abril deste ano, após ter entrado no país com passaporte falso, a Quarta Câmara do Tribunal de Recursos indeferiu o recurso da defesa do jogador.


Com isso, a decisão do juiz penal de garantias se tornou definitiva. Em março, o juiz Mirko Valinotti havia negado pedido do Ministério Público para que Ronaldinho e o irmão fossem favorecidos pelo “critério de oportunidade”, que retira o processo em troca de colaboração com a justiça.


Segundo a mídia local, Valinotti viu com suposta ofensa a defesa dos irmãos apelada por um tribunal superior. Ronaldinho e Assis haviam sido presos no Grupamento Especializado da Polícia Nacional no início de março, por ordem de prisão preventiva da juíza de garantias Clara Ruiz Díaz. Ambos ficaram encarcerados até 7 de abril e liberados para prisão domiciliar em um hotel da capital, após o pagamento de US$1,6 milhão em fiança.


Os irmãos estão proibidos de deixar o Paraguai. A pena pode chegar até cinco anos.