Justiça nega recurso de Tormin em Luziânia e candidatura segue indeferida

Chapa do candidato a reeleição Cristovao Tormim foi impugnada após irregularidades com o registro da ata da convenção junto ao Tribunal Regional Eleitoral

No site do TSE, Cristóvão Tormin segue com a candidatura "indeferida com recurso"

No site do TSE, Cristóvão Tormin segue com a candidatura “indeferida com recurso”

A Justiça Eleitoral manteve a sentença que indeferiu a candidatura do prefeito de Luziânia, Cristovao Tormin (PSD), à reeleição. A chapa “Luziânia no Caminho Certo” foi impugnada após denúncia de irregularidades no registro da ata de convenção junto ao cartório eleitoral.

A decisão da juíza Flávia Morais Nagato é da última segunda-feira (26/9) e vem após recurso da chapa encabeçada pelo PSD, com o apoio de PTB, PRB, PSDC, PDT, PMN, PV, PCDOB, PT, PSB, PEN, PSC, PPS e PROS.

No último dia 12, a magistrada acatou parcialmente questionamentos da coligação “Luziânia da Verdade”, do candidato Marcelo Melo (PSDB), e de ação do Ministério Público Eleitoral, reconhecendo irregularidades no Demonstrativo De Regularidade De Atos Partidários (DRAP) da coligação de Tormin.

Segundo entendimento, a ata teria sido modificada, com a inserção de escritos no dia 9 de agosto, cinco dias após a convenção partidária. O candidato a reeleição, juntamente com o membro do PMN, Marcelo Caixeta e o o advogado Dr. Leon Gaspar, foram ao fórum eleitoral por volta das 18 horas do dia 9 para fazer o registro da ata, mas uma funcionária do órgão não recebeu o documento porque o prazo já havia expirado.

Porém, o candidato e presidente municipal do PSD, Cristóvão Tormin, foi visto em uma sala do fórum, escrevendo na ata, que “foi encontrada” no dia seguinte em meio a outros documentos no Cartório Eleitoral. Um servidor da Justiça Federal disse em depoimento à Justiça que viu o atual prefeito e candidato à reeleição alterando os documentos. A defesa de Tormin alega que não houve alteração e o candidato estava apenas revisando o conteúdo dos papéis.

Outra irregularidade considerada pela juíza foi a incongruência entre duas assinaturas da secretária da convenção do partido, Gleide de Sá Ribeiro, no teor da ata da convenção. Também em depoimento, Ribeiro chegou a afirmar que assinou a ata apenas uma vez, corroborando para a tese de fraude na assinatura.

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