Justiça mantém presos cinco suspeitos da morte de adolescente em briga de torcidas em Goiânia
24 março 2026 às 19h10

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A Justiça de Goiás converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de cinco investigados por envolvimento na morte do adolescente Rodrigo Cavalcante, de 17 anos, durante uma briga entre torcidas organizadas em Goiânia. A audiência de custódia foi realizada nesta terça-feira, 24, e a decisão foi assinada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri.
Entre os presos estão Agledson Fernandes Oliveira, Antônio Agostinho Ferreira da Silva, Antônio Luís Ferreira da Silva, Jean Alves Ribeiro e Marcos Vinicios Rodrigues Diniz.
O caso ocorreu na noite de domingo, 23, no Setor Antônio Carlos Pires. Segundo o contexto da ocorrência, a confusão envolveu integrantes de torcidas do Goiás e do Vila Nova. Rodrigo morreu em meio ao confronto, e outros dois torcedores foram baleados e levados ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Após a ação, equipes da Rotam prenderam sete suspeitos e apreenderam armas, munições e veículos que teriam sido usados no crime.
Na decisão, o magistrado homologou o auto de prisão em flagrante e afastou a possibilidade de liberdade provisória. O juiz entendeu que havia elementos suficientes para manter os cinco custodiados presos de forma cautelar, com base na materialidade do caso e nos indícios de autoria apontados no procedimento.
Ao justificar a preventiva, Jesseir Coelho de Alcântara destacou a gravidade concreta do episódio e o modo como a ação teria sido executada. Conforme a decisão, há indícios de participação de menores de idade, emprego de arma de fogo e até disparos em via pública. Para o magistrado, esses elementos indicam risco à ordem pública e tornam insuficientes medidas cautelares alternativas à prisão.
Com a decisão, os cinco investigados devem permanecer recolhidos no estabelecimento prisional onde já se encontram. O juiz também determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva e fixou prazo de 10 dias para a remessa do inquérito policial.
Segundo a Polícia Militar, após o confronto, torcedores do Vila Nova ainda teriam gravado um vídeo exibindo uma blusa do Goiás com manchas de sangue e marca de disparo, em comemoração às agressões. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Veja momento da sentença:
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