MPGO apontou que  esquema criminoso causou prejuízo de mais de R$ 4,2 milhões entre 2017 e 2020

A Justiça recebeu na terça-feira (31) uma denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) e decidiu manter o bloqueio de bens dos nove réus envolvidos em irregularidades na contratação e não execução de serviços de limpeza urbana, em Itumbiara. Além do ex-prefeito dos municípios,  José Antônio da Silva Netto, outros oito réus são acusados de participarem do esquema criminoso que ficou conhecido como Máfia do Lixo.

Além de José Antônio da Silva Netto, são acusados: a ex-controladora interna do município Cristiane Martins Cotrim, ex-procurador-geral do município Mauro Luís Vieira de Oliveira, os ex-secretários de Ação Urbana Marcelo de Oliveira e Agnaldo Ferreira Cota, o ex-superintendente municipal de Trânsito Dênio Servato de Queiroz, os empresários Ubiratan Sebastião de Carvalho e Luiz José Ferreira, e asempresas Sistemma Assessoria e Construções Ltda e Construrban Engenharia e Construções Ltda.

A promotora de Justiça Ana Paula Sousa Fernandes, autora da ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), explicou que os envolvidos causaram danos ao erário e violaram os princípios da administração pública, por meio de superfaturamento de contrato de limpeza urbana, fraude, dispensa indevida de licitação e pagamento por serviços não prestados.

De acordo com o MPGO, ao assumir o mandato de prefeito, José Antônio da Silva Netto firmou diversos contratos emergenciais, entre os anos de 2017 e 2020, com a Construrban Engenharia e Construções Ltda. e a Sistemma Assessoria e Construções Ltda., para a prestação de serviços de limpeza urbana na cidade. Na gestão, o dano prejuízo alcançou o valor de R$ 4,2 milhões, decorrente da execução de contratos emergenciais irregulares, que vigoraram entre 2017 e junho de 2020. O MPGO apurou também que Dênio Servato assinou contrato com a Sistema Assessoria e Construções Ltda e não observou o seu cumprimento por parte da empresa.