Justiça manda médico que estuprou 37 mulheres de volta para a cadeia

Desembargador revogou decisão que permitia que Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão, cumprisse pena em casa

A Justiça de São Paulo ordenou neste sábado (1º/7) que o o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de cadeia pelo estupro de 37 mulheres, retornasse ao presídio. Ele havia sido solto no último dia 23 de junho, depois de conseguir o benefício de prisão domiciliar por problemas de saúde.

No seu parecer, que acatou pedido de mandado de segurança do promotor Luiz Marcelo Negrini, o desembargador José Raul Gavião afirma que Roger tem histórico de evasão e, por isso, só poderia ser beneficiado desta maneira em caso de “absoluta necessidade”, o que não é o caso do ex-médico. Quando foi sentenciado, ficou foragido por três anos, até ser preso no Paraguai em 2014.

O desembargador também questionou o laudo médico que justificou a decisão de deixá-lo cumprir pena em casa, assinada pela juíza Sueli Zeraik. Segundo o documento, a doença de Roger é uma cardiopatia grave que pode, sim, ser tratada por medicamentos em qualquer ambiente fora do hospital.

José Raul afirma ainda que médicos no presídio contaram que Roger deixou de tomar sua medicação para piorar seu quadro e, assim, justificar sua saída da prisão. Ele também contestou um dos pareceres que atestava o suposto grave estado de saúde: O documento foi assinado pelo ginecologista Hélcio Andrade, condenado, assim como Roger, pelo abuso sexual de pacientes.

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Geraldo Gomes

Deixa de ser besta, pede para o Gilmar Mendez julgar a sua causa.