Justiça libera advogados presos por envolvimento em esquema de corrupção em presídios

Prazo de prisão temporária expirou e não houve pedido de prorrogação ou conversão em prisão preventiva

Dois advogados presos durante a Operação Livramento foram libertados no último domingo (23/10), depois que o período das prisões temporárias terminaram. Segundo informaçõs da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás (OAB-GO), não houve pedido para prorrogação das prisões e, portanto, Davi Ferreira e Alex Paulino foram liberados.

Os dois Foram presos na última quarta-feira (19/10), quando foi deflagrada uma operação da Polícia Civil do Estado que investiga a liberação irregular de presos do complexo prisional de Aparecida de Goiânia através da falsificação de decisões judiciais e uso de atestados médicos falsos. Os outros advogados presos na ação continuam detidos.

Na ocasião, foram expedidos ao todo, 134 mandados judiciais, sendo 35 prisões preventivas, 28 prisões temporárias, oito conduções coercitivas e 63 mandados de busca e apreensão. Foram presos  32 servidores e ex-servidores públicos da Superintendência de Administração Penitenciária (Seap), da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSPAP-GO), além de ex-presidiários beneficiados pelo esquema e cinco advogados.

Segundo a polícia civil, todos os envolvidos lucravam com o esquema, que era sistêmico. Desde o agente que recebia inicialmente o preso na Central de Triagem e indicava ou exigia a contratação dos advogados operadores do esquema, até o carcereiro que abonava as faltas dos presos em regime semiaberto em troca de favores sexuais.

 

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