Justiça diz que relatório apresentado pelo Coaf contra João de Deus era falso

Documento oferecido pelo banco teria levado MP-GO a interpretar que médium poderia retirar dinheiro para fugir do País

Foto: Divulgação

A Justiça reconheceu que o relatório apresentado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e usado para fundamentar uma das prisões preventivas do médium João de Deus era falso.

O documento diz respeito a uma movimentação bancária — considerada atípica pelo Coaf — realizada em uma das contas do médium. A partir disso, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) foi notificados e interpretou que o médium poderia retirar dinheiro do banco para fugir do País.

Porém, o formulário de solicitação de resgate foi solicitado informalmente pela esposa de João Teixeira, que legalmente gerenciava uma de suas contas no banco. No entanto, a esposa teria desistido do antes mesmo de assinar qualquer solicitação formal. Ou seja, João de Deus nem sua esposa assinaram qualquer documento ou retornaram ao banco pra darem seguimento ao procedimento de resgate dos valores.

Diante disso a defesa do médium argumenta que João Teixeira foi acusado com base em “achismos que trouxeram reboque o Ministério Público e o Poder Judiciário em um abismo de erros que está rendendo, até o momento, quase 240 dias de prisão e a completa deterioração do estado de saúde de João de Deus”.

No que diz respeito à saúde do médium, a defesa argumenta, ainda, que João de Deus sofreu, neste ano, “mais de dez quedas na unidade prisional, situação que, se persistir, fatalmente o levará a óbito”.

A nota, assinada pelo advogado Anderson Van Gualberto de Mendonça, diz também que a decisão judicial “corrige o grotesco erro e reconhece esta ilegalidade baseadas em mentiras”. “O Julgador da Comarca de Abadiânia foi induzido ao erro, situação que levou a expedir a ordem de prisão, sob o argumento da ocorrência de possível fuga. Para a defesa é mais uma face prisão ilegal e arbitrária que está sendo revelada”, pontuou.

Vale lembrar que, em julho, uma liminar impôs ao banco a obrigação de cancelar a informação. Na decisão o juiz entendeu que não foi verificada movimentação de recursos ou transações sendo “inconsistente que não houve nenhum resgate ou pedido de resgate dos valores informados”.

O Jornal Opção tenta contato com o Coaf para mais esclarecimentos.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.