Justiça determina suspensão de duas propagandas de Adriana Accorsi por ataques a Vanderlan

Uma das peças mostra depoimentos de supostos moradores de Senador Canedo criticando o candidato do PSB e outra se utiliza de carga emocional para desmoralizá-lo

A Justiça Eleitoral determinou a suspensão de duas propagandas da candidata à Prefeitura de Goiânia Adriana Accorsi (PT) por ataques a Vanderlan Cardoso (PSB) pela sua gestão em Senador Canedo. Nas duas proibições, uma de terça-feira (20/9) e outra de quinta-feira (22), os juízes entenderam que houve exageros nas peças.

Na primeira delas, segundo o relatório da juíza Vânia Jorge, da 135ª Zona Eleitoral, alguns supostos moradores de Senador Canedo fazem críticas à gestão de Vanderlan e chegam a chamá-lo de “ditador”, “coronel”, “mentiroso” e “incompetente”. Por isso, ela determinou a suspensão ao entender que as falas divulgadas têm “caráter negativo e difamatório”.

Já na segunda, um homem anda por uma rua escura enquanto o locutor diz: “Vanderlan não foi nada criativo em Senador Canedo, muita maquiagem, pouco investimento. Durante seus dois mandatos o mega empresário não construiu nenhum metro de rede de esgoto na cidade”.

Ele prossegue: “Mesmo Senador Canedo sendo a sétima economia do Estado, Vanderlan investiu pouco em Cmeis e na saúde, tanto que muitas famílias buscam estes serviços em Goiânia”. “A verdadeira história de Vanderlan faz medo”, prossegue, fazendo alusão ao apelido que tinha a cidade, conhecida pelos altos índices de violência, “Senador-faz-medo”. “Votar em Vanderlan é votar no escuro. Você vai arriscar?”, questiona o narrador.

Na decisão, o juiz Átila Naves, da 134ª Zona Eleitoral, escreve que a veiculação da peça pode acarretar dano irreparável ou de difícil reparação ao candidato, gerando no eleitor medo ou desconfiança em relação ao candidato do PSB. Ele cita trechos da Lei Eleitoral e de Resolução do Tribunal Superior Eleitoral que proíbem comerciais de alta carga emotiva e, ainda, utilização de recursos que ridicularizem os adversários.

A caracterização da cena, em que um homem caminha em um ambiente aparentemente hostil, também viola o Código Eleitoral, que determina, no artigo 242, que as propagandas não podem “Empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”.

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