Justiça determina fim da greve e retorno de professores de Goiânia à sala de aula

Decisão foi publicada nesta quinta-feira, 7, e impõe multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Para judiciário, greve dos professores é ilegal

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) considerou nesta quinta-feira, 7, que a greve dos professores da Rede Municipal de Goiânia é ilegal e, por isso, determinou o fim da paralisação e o retorno dos docentes às aulas, que estão suspensas desde 15 de março. A decisão liminar é do desembargador Gerson Santana Cintra e atende ao pedido da Prefeitura de Goiânia em face do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). Em caso de descumprimento, o judiciário impôs multa diária de R$ 5 mil.  

O magistrado entende que o movimento grevista em Goiânia é ilegal porque, embora as negociações entre a prefeitura e a entidade estejam em andamento, com tratativas de todas as reivindicações pautadas pelos servidores da Educação, a greve se confirmou e continuou. Isso, segundo Gerson, viola o artigo 3º da lei 7.783/89, já que existem tratativas em andamento e houve atendimento à pauta dos professores.  

De acordo com o pedido do Paço à Justiça, há cumprimento do piso salarial de R$ 3.846,63, valor mínimo para o professor que cumpre 40 horas semanais, de acordo com o que foi estabelecido para o ano de 2022; será cumprida a data-base e também será atendida a reivindicação de realização de um concurso público. Assim, o juiz determinou que a presença dos requisitos para a concessão liminar foi cumprida e, diante da fundamentação da prefeitura, impôs multa e o fim da greve. “[Atendo o pedido] diante da relevância e da lesão grave e de difícil reparação no calendário escolar dos alunos da Rede Municipal de Ensino”, avalia.  

2 respostas para “Justiça determina fim da greve e retorno de professores de Goiânia à sala de aula”

  1. Avatar Euripedes Correia da Silva disse:

    O nome deveria se chamar: Tribunal de injustiça! Esses picaretas desses desembargadores ganham altos salários e propinas dos empresários para negar as ações trabalhistas e fazer esse tipo de coisa. Em 2019, ganhei em primeiro instância uma ação trabalhistas, daí a empresa recorreu na certeza que ganharia na segunda instância, pois lá estão ele para dar o veredito final a favor dos empresários. Dos 4 senhores desembargadores nenhum votou a meu favor, todos foram unanimos a favor da empresa. Hj esse processo encontra no TST e com certeza lá também serão todos a favor da empresa. Será que isso é justiça? Está muito mais para injustiça.

  2. Avatar Alcione disse:

    Fui professor em 1976 dueante 20 anos e as reivindicacaoes salariais sao as mesmas, nunca deve-se desistir….
    Mas é dificil a luta e agravessa gerações!!!

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