Justiça determina bloqueio milionário de bens de empresários de Formosa

Investigações revelaram existência de uma organização criminosa que fraudou oito licitações de pavimentação asfáltica. Juiz determinou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em bens dos empresários envolvidos

Foto: Reprodução

O juiz Lucas Siqueira, da Vara de Fazendas Públicas de Formosa, decretou na última terça-feira, 2, o bloqueio de R$ 2.745.108,94 das contas dos empresários André Luiz Gontijo de Souza e Vanessa Maris Araújo Fernandes, proprietários da construtora Mult X, e do ex-secretário de Obras do município, Jorge Saad.

O pedido foi feito pela 6ª Promotoria de Formosa após ser constatada improbidade administrativa em fraude no processo licitatório para a realização de operação tapa-buraco em ruas do município, em 2017.

A operação Gaugamela, deflagrada em fevereiro deste ano, apurou que houve um esquema de desvio em benefício de agentes públicos e particulares em contratos de pavimentação asfáltica, que deveriam ter sido realizados pela empresa Mult X. Em seguida, a operação Queronéia agiu no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos de envolvimento no caso.

Em desdobramento das duas últimas investigações, a operação Demóstenes determinou o cumprimento de mais quatro mandados, sendo que dois dos alvos eram os proprietários da empresa investigada, ambos ainda não foram localizados.

Caso sejam condenados, André Luiz Gontijo de Souza e Vanessa Maris Araújo Fernandes poderão ter seus direitos políticos suspensos, pagar multa, ser obrigados a ressarcir os prejuízos causados aos cofres municipais, além da perda de cargo e proibição de contratar o poder público.

Interpol

Os promotores responsáveis pelo caso, Douglas Chegury e Fernanda Balbinot, solicitaram, na semana passada, que os nomes do casal de empresários fossem inseridos na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O pedido, segundo a 1ª Promotoria, tem o intuito de que a Polícia Federal (PF) e outros órgãos de segurança pública permaneçam alertas, especialmente nas fronteiras do País e aeroportos.

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