A Justiça de Goiás decretou a prisão do humorista e influenciador Waldemar Neto, conhecido nas redes sociais como Seu Waldemar, por falta de pagamento de pensão alimentícia. A decisão foi proferida pela 3ª Vara de Família de Goiânia e estabelece 90 dias de prisão, em razão de uma dívida acumulada de R$ 20.621,03.

Segundo informações, o débito é referente a valores não pagos desde março de 2025. O processo aponta que, apesar de decisões judiciais anteriores, o humorista não regularizou os repasses destinados ao sustento do filho, o que levou à medida mais severa prevista na legislação para esse tipo de obrigação.

Os autos do processo judicial descrevem, além da inadimplência financeira, a ausência de participação efetiva do pai na rotina da criança. De acordo com os relatos anexados, o humorista teria mantido contato esporádico com o filho, sem acompanhamento escolar ou participação em datas comemorativas, como reuniões pedagógicas e eventos do Dia dos Pais.

Há ainda registros de episódios em que compromissos assumidos com a criança não teriam sido cumpridos, como a promessa de levá-lo a um circo em Goiânia, frustrada no mesmo dia. O processo também menciona que o último encontro presencial entre pai e filho ocorreu em janeiro de 2025.

Atualmente, Waldemar estaria cursando medicina no Paraguai, o que, segundo a ação, contribuiu para o distanciamento físico e a redução do contato com o filho. A mãe da criança relatou à Justiça que arca sozinha com despesas básicas, como educação e manutenção cotidiana, sem apoio financeiro regular do humorista.

Ao fundamentar a decisão, o Judiciário reforçou que a prisão civil por dívida alimentar não tem caráter punitivo, mas coercitivo, sendo um instrumento para assegurar o direito da criança à subsistência, à saúde e à dignidade.

A defesa do humorista ainda pode apresentar medidas para quitar ou parcelar o débito e, assim, suspender o cumprimento da ordem de prisão, conforme prevê a legislação.

O Jornal Opção tentou contato com o humorista Seu Waldemar mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

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