Caso aconteceu em agosto do ano passado no setor Serra das Areias

A Justiça condenou a 19 anos e 10 meses de reclusão dois homens considerados culpados pela morte do motorista da Uber, Welder da Silva Marques. O caso aconteceu em agosto de 2017, no setor Serra das Areias.

Os condenados, Gabriel Vales da Silva e Júlio César Barreto da Silva, deverão cumprir pena em regime fechado. A decisão é do juiz Carlos Magno Caixeta da Cunha, da 1ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia.

Conforme denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), os denunciados, que se conheciam a aproximadamente 5 meses, armaram-se com facas, e solicitaram uma viagem pelo aplicativo Uber. O objetivo era roubar o veículo  do motorista.

Ao chegarem em uma rua com pouca iluminação, Júlio César, que estava no banco do passageiro, sacou uma das facas e começou a ameaçar a vítima. Na ocasião, Gabriel segurou o pescoço da vítima, quando colocou outra faca na nuca dele, momento em que anunciaram o roubo e ordenaram que o motorista fosse para o banco de trás do automóvel.

Júlio, então, assumiu a direção do veículo da vítima e o conduziu até o Setor Serra das Areias, onde parou o automóvel em um local escuro e determinou que Welder entregasse sua carteira a eles, o que foi obedecido pela vítima.

Segundo o Ministério Público, o motorista da Uber implorou para que não fosse morto porque tinha uma filha para sustentar. Em seguida, ele tentou escapar dos homens, momento em que foi esfaqueado várias vezes, quando caiu na rua morto.

Após o crime, os dois segguiram de carro até uma Unidade de Pronto Atendimento do Setor Buriti Sereno, onde Júlio recebeu atendimento médico por ter entrado em luta corporal com a vítima.

Após isso, eles ainda seguiram em direção ao Setor Garavelo para praticarem juntos outros roubos no setor. Acionada, a Polícia Militar começou a perseguir os réus que realizaram disparos de arma de fogo contra os PM´s. Eles foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia.

Decisão

Ao analisar os autos, o magistrado entendeu que a materialidade do fato ficou comprovada nos autos por meio do teor do auto de prisão em flagrante, auto de exibição e apreensão, laudo de exame cadavérico, além dos demais elementos de prova colhidos em juízo. “Perante a autoridade policial, o acusado Júlio César confessou o crime, inclusive, a coautoria do réu Gabriel Vales. O laudo cadavérico apontou que o ofendido foi vítima de politraumatismo em consequência de ação cortante em múltiplos locais do corpo, concluindo-se que a morte decorreu pela grande perda de volume de sangue”, frisou.

Ressaltou ainda que todos os agentes respondem pela morte que é causada por um deles se houver previsibilidade do resultado, que ocorre quando têm eles consciência de que está sendo empregada com a utilização de arma na prática do crime. “As provas produzidas nos autos são suficientes para demonstrar a participação de Gabriel Vales no intento criminoso”, sustentou.