Justiça bloqueia bens de Neymar por processo de sonegação fiscal

Reportagem revelou que valor recebido por empresa de pai de Neymar deveria ser pago diretamente ao atleta

Foto: Jaques Damarthon/AFP

Meio ao escândalo que envolve o nome do jogador Neymar Jr — acusado de estupro pela brasileira Najila Trindade —, agora, mais um: a Justiça bloqueou 36 imóveis do craque devido a processo de sonegação fiscal que tenta levar R$ 69 milhões do atacante. A revelação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, 17.

Segundo a reportagem, foram encontradas duas mansões em condomínio de luxo no Guarujá (SP) que estão entre as favoritas do atleta. Elas são utilizadas pela família do jogador. O valor pago pelos imóveis foi de R$ 7 milhões.

Outro bem que, segundo a Folha, também sofreu arrolamento é o apartamento localizado no bairro de Vila Mariana, região do Parque Ibirapuera. O valor do imóvel está estimado atualmente em cerca de R$ 15 milhões e teria sido adquirido por Neymar no ano de 2015.

Também foram bloqueados três outros apartamentos em nome do jogador. Desta vez, em Itapema (SC). O primeiro deles, estimado em R$ 1,4 milhão. Os outros dois em R$ 2,4 milhões cada um.

A publicação do jornal paulista aponta ainda que outros 28 imóveis que estão em nome de Neymar ou de suas empresas também estão bloqueados pela Justiça. Isso impede que os bens sejam negociados, mas não utilizados. O objetivo da medida, segundo a reportagem, é de garantir o pagamento da suposta sonegação de tributos à Receita Federal.

A Folha de S. Paulo mostrou ainda que o clube catalão pagou cerca de R$ 40 milhões a uma empresa do pai do atacante. O valor foi parcelado e repassado durante os anos de 2011, 2013 e 2014. Segundo as autoridades, o valor deveria ser pago ao próprio atleta. Acontece que o imposto para pessoa física é de 27,5%, ou seja, percentual superior ao que foi pago como pessoa jurídica (17%).

Em abril deste ano, o jornal mostrou também que duas aeronaves do atleta foram bloqueadas. A publicação diz que o mesmo aconteceu com outras três empresas do jogador que também estão com cotas do seu capital social arroladas por conta do processo. Segundo a Folha, a assessoria do atacante foi procurada para falar sobre o assunto, no entanto, preferiram não comentar. 

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.