Julgamento de recurso de envolvidos no assassinato de Polyanna Arruda é adiado

Trata-se da apelação criminal relacionada à condenação de Assad Haidar de Castro, Marcelo Barros Carvalho, Diango Gomes Ferreira e Leandro Garcez Cascalho

O julgamento de recursos dos condenados pelo assassinato da publicitária Polyanna Arruda, agendado para esta terça-feira (18/11), foi adiado devido a um pedido de vistas da relatora do processo, a desembargadora Averlides Almeida Pinheiro. Trata-se da apelação criminal relacionada à condenação de Assad Haidar de Castro, Marcelo Barros Carvalho, Diango Gomes Ferreira e Leandro Garcez Cascalho.

Em 2012, Assad haidar e Marcelo Barros Carvalho foram condenados por latrocínio, estupro, ocultação de cadáver e formação de quadrilha. O primeiro foi sentenciado a 45 anos de prisão, o segundo, a 25 anos e oito meses.

Diango Gomes Ferreira, que encomendou o roubo do carro para atender a um pedido feito por Leandro Garcez Cascalho, dono da empresa Batidos.com, foi apenado com 23 anos e 2 meses de reclusão por roubo qualificado e formação de quadrilha. Leandro, condenado por motivos idênticos, ficará preso por 21 anos e 4 meses. Todos cumprem suas penas em regime fechado e continuarão presos, mesmo na fase recursal.

Lavonierri Silva Neiva e Deberson Ferreira Leandro, que também participaram do assassinato de Polyanna, morreram em dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, respectivamente.

Entenda o caso

A publicitária Polyanna Arruda foi assassinada em 23 de setembro de 2009. A versão da polícia é a relatada por um dos condenados, Marcelo Barros Carvalho, que confessou participação no latrocínio, que teria sido praticado também por Assad Haidar de Castro e Lavonierri da Silva Neiva, este morto em dezembro de 2009 durante suposta troca de tiros com policiais militares. A polícia descobriu, mais tarde, que Deberson Ferreira Le-andro também participou do crime. Inicialmente, Marcelo Barros Carvalho havia dito que apenas ele, Assad Haidar e Lavonierri da Silva participaram do crime.

Os suspeitos teriam passado a noite cheirando cocaína e depois saíram para roubar um Prisma preto — carro de Polyanna, encomendado por Diango Gomes Ferreira. Polyanna teria reagido, houve muita luta e eles teriam estuprado e matado a publicitária com sete tiros.

O corpo foi encontrado 30 horas depois de acharem o carro perto do Residencial Humaitá, às margens do Córrego Caveirinha, na Região Norte de Goiânia. O veículo foi encontrado mais adiante, na Rua Xavante, no Residencial Caraíbas, incendiado. Lavonierre, Luciano Assis Santos e Deberson Ferreira Leandro, integrantes da quadrilha, foram mortos após o assassinato da publicitária.

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