Ex-produtor de Hollywood é acusado por mais de 80 mulheres por abuso e assédio sexual

Julgamento de cineasta Weinstein não terá presença de cidadãos e imprensa
Foto: Reprodução/ Tribeca Festival

Harvey Weinstein, cineasta acusado de abuso, assédio sexual e estupro por mais de 80 mulheres, será julgado, em junho, sem a presença de cidadãos e imprensa. A determinação foi do juiz James Burke, que acatou as solicitações da promotoria e advogados de defesa, por entender que as acusações são “altamente inflamatórias”.

Para órgãos de imprensa local, a audiência deveria ser pública, pois o acesso à corte não feriria a possibilidade da justeza do julgamento. Isso, porque segundo os veículos de comunicação as acusações já são amplamente conhecidas.

Ao The Guardian, a advogada do cineasta, Marianne Bertuna, disse concordar com a decisão do juiz. Segundo ela, o objetivo é “limitar o dano que foi feito aqui em meio ao frenesi de uma mídia insaciável”.

Caso

Apesar do julgamento estar previsto para junho, em Manhattan, promotores e advogados aproveitam esta sexta, 26, para discutir a utilização de evidências de crimes não denunciados e más condutas.

Weinstein, ex-produtor referência em Hollywood, é acusado de assédio e estupro de mulheres nos últimos 30 anos. Angelina Jolie, Ashley Judd e Gwyneth Paltrow estão entre as vítimas. O irmão de Harvey, Bob Weinstein, também é acusado.