Julgamento de afastamento de Ricardo Salles do Ministério do Meio Ambiente é adiado para novembro

Pedido de afastamento do MPF alega “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente” promovida por ministro

Foto: reprodução

A Justiça Federal adiou a análise do pedido de afastamento de Ricardo Salles do cargo de Ministro do Meio Ambiente para 3 de novembro. O julgamento, previsto para acontecer hoje, dia 27, teve data alterada sem justificativas do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O pedido foi realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) ainda em julgo. O órgão público afirma que Salles promoveu uma “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente” em seu período de atuação na pasta. O ministro nega, alegando que o pedido é uma tentativa de interferência política.

No dia 14 de outubro, o juiz Márcio Moreira negou a concessão de liminar para o afastamento de Ricardo Salles do ministério. Segundo o magistrado, o MPF não deu provas de como a presença de Salles no cargo poderia prejudicar a análise da ação judicial. “Somente a demonstração efetiva de empecilho criado pelo agente público à instrução processual, cuja permanência no local de trabalho seria um elemento facilitador para a obstrução ou ocultação de provas, é que justificaria a medida de suspensão e afastamento da função pública”.

Os procuradores do MPF afirmaram em sua ação judicial que a manutenção do ministro no cargo tem colaborado para o “desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente”, e que as ações de Salles podem levar a Floresta Amazônica a um ponto de não retorno, ou seja, de não conseguir mais se regenerar.

 

[Esta matéria contém informações do Portal G1]

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