Na denúncia, o Ministério Público informou que a juíza Maria José Starling infringiu a ética profissional

Caso do goleiro Bruno e Eliza Samudio chocou o Brasil / Foto: Reprodução

A Justiça de Minas Gerais acolheu a denúncia do Ministério Público contra uma juíza por improbidade administrativa por suposta “relação estreita” com a família do goleiro Bruno durante as investigações sobre a morte da modelo Eliza Samudio.

Na denúncia, o Ministério Público informou que a juíza Maria José Starling infringiu a ética profissional ao manter “estreita relação de amizade” com a dentista Ingrid Calheiros, então noiva do jogador.

A amizade entre a juíza e a noiva de Bruno se tornou pública após Ingrid e Bruno denunciarem, em 2011, que a magistrada teria pedido R$ 1,5 milhão para conseguir um habeas corpus para o ex-jogador do Flamengo.

Segundo a denúncia, a juíza teria indicado um advogado de sua confiança para o caso. O Ministério Público ainda teria gravações telefônica entre as duas.

Defesa

Em sua defesa, a magistrada alegou que o Ministério Público não teria legitimidade para mover a ação. Além disso, afirmou que os atos não configurariam irregularidades e que, mesmo se houvesse crime, teriam prescrevidos, já que a denúncia foi feita após cinco anos dos fatos relatados.