Juíza determina afastamento de policiais civis e advogados suspeitos de extorquir detentos

Ao todo, dez pessoas deverão ser afastadas de suas funções

Juíza Placidina Pires decretou prisão preventiva dos policiais / Foto: Divulgação/cedida ao Jornal Opção


Por determinação da juíza Placidina Pires, responsável pela 6ª Vara dos Crimes Punidos com Reclusão de Goiânia, advogados e policiais civis serão afastados de suas funções sob acusação de integrarem organização criminosa e extorquir detentos. Ao todo, magistrada determinou afastamento de três profissionais da advocacia e sete policiais civis. Os envolvidos foram presos preventivamente no ano passado como alvos da Operação Arapuca. Posteriormente, porém, por meio de liminar, foi concedido ordem de Habeas Corpus.

Segundo o portal Rota Jurídica, a magistrada determinou a suspensão das atividades ou cargos dos policiais como medida cautelar diferente da prisão. A intenção por trás da decisão é de resguardar a idoneidade e a probidade administrativa. Procurada, a Polícia Civil informou ao Jornal Opção que ainda aguarda a decisão de afastamento para que seja cumprido.

Quanto aos advogados envolvidos, Pires determinou a notificação da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás (OAB-GO) para ciência e suspensão de suas atividades. A magistrada justifica a determinação por receio de que os envolvidos continuem a utilizar da profissão para cometimento de outras infrações penais.

As investigações tiveram início com a Operação Arapuca, deflagrada pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e pelo Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás (MP-GO) no ano passado.

O trabalho conjunto aponta que os suspeitos exigiam dinheiro para que pessoas envolvidas em atividades ilícitas não fossem presas ou tivessem algum processo de investigação instaurados contra si.

O Ministério Público também trabalha com a possibilidade dos investigados exigirem outras informações das pessoas que eles extorquiam. A intenção era saber quem comandava os esquemas e viabilizar a exigência de valores mais volumosos. Segundo o MP-GO, os suspeitos extorquiam, inclusive, mediante o emprego de arma de fogo e viatura policial.

Também é investigado a possibilidade de falsa assistência jurídica prestada pelos advogados. A investigação aponta para camuflagem de valores recebidos indevidamente e também por pressionarem em favor do pagamento dos valores exigidos.

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