Juíza denuncia pet shop de Goiânia por morte de cachorra
24 fevereiro 2026 às 10h59

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A juíza de Direito, Diéssica Thaís Silva, entrou em contato com o Jornal Opção para denunciar o Pet Estética Denys Rêgo, localizado no setor Nova Suíça, em Goiânia por negligência com a cachorra “Catarina”. No último dia 16 de fevereiro, às 9h, ela levou sua pet para um simples banho e hidratação, porém às 11h deste dia receberam a ligação de que ela estava morta.
“Horas depois, recebemos apenas uma mensagem solicitando que comparecêssemos ao estabelecimento, sem qualquer explicação. Ao perguntarmos se nossa cachorrinha já estava pronta, não houve resposta. Diante do silêncio, realizamos ligação telefônica e fomos informados apenas de que havia ocorrido ‘uma fatalidade’, sem que nos fosse dito que ela havia falecido ou o que, de fato, havia acontecido”, contextualiza Diéssica Thaís Silva.
Segundo a juíza, a Catarina foi entregue no local para banho e hidratação. O próprio veterinário a recebeu, mencionando, inclusive, que também tinha uma cadelinha chamada Catarina. “Ao chegarmos ao local fomos informados de que, segundo relato do estabelecimento, após o banho a cachorrinha teria escapado e sido atropelada”, complementa.
“A situação levanta questionamentos graves: como um animal sob guarda do estabelecimento sai para a rua? Como estava sem contenção adequada? Havia portas abertas? Não havia protocolos mínimos de segurança? Porque tamanha demora em nos avisar sobre o ocorrido?”, são questionamentos que Diéssica Thaís Silva tem feito.
Ainda de acordo com a juíza, a perda é irreparável, pois ela era como se fosse um membro da família. “Nosso objetivo ao tornar público este relato é buscar apuração, responsabilização e evitar que outras famílias passem pela mesma dor”, finaliza.

Investigação do caso
Foi feito um boletim de ocorrência na Delegacia de Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil de Goiás (PCGO). A delegada Simelli Lemes, que é titular do Grupo de Proteção Animal (GPA) pediu as filmagens para verificação do crime de maus-tratos e ele só ocorre de forma dolosa – quando há a intensão de maltratar ou matar o animal.
Em entrevista ao Jornal Opção, a delegada explicou que no ordenamento jurídico não prevê o crime de maus-tratos culposo. “Então, no caso dela, a gente oficiou ao Pet Shop. Eles mandaram as imagens. E realmente, assim, ninguém abriu a porta de forma intencional e liberou o cachorro para que acontecesse isso. Então, nesses casos, a investigação criminal encerra”, afirma Simelli Lemes.
“Mas é claro que existe uma responsabilidade. Mas aí ela é na esfera cível. E eu te garanto que uma ação cível vai dar uma pena até maior do que a criminal. Porque, normalmente, os agressores nem têm tantos recursos e, no final, fazem um acordo de não perseguição penal e pagam, no máximo, uns R$ 3 mil”, contextualiza a delegada do Dema.
O Jornal Opção entrou em contato com o Pet Estética Denys Rêgo, no sentido de que eles esclareçam sobre o ocorrido, porém até o fechamento dessa matéria eles não retornaram. De toda forma, o espaço está aberto para a fala do veterinário.
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