Juiz nega pedido de busca e apreensão da tornozeleira fornecida a Rocha Loures

Segundo decisão, pedido do Ministério Público de Goiás não esclarece como a transferência do equipamento foi feita

O juiz Reinaldo Alves Ferreira, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, indeferiu pedido de liminar feito pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para busca e apreensão da tornozeleira eletrônica fornecida pelo Estado para o monitoramento do ex-deputado federal Rodrigo Santos Rocha Loures (PMDB-PR). O documento foi protocolado na quinta-feira (13/7).

Segundo decisão do juíz o próprio Ministério Público não tem conhecimento de quem teria autorizado e em quais condições a tornozeleira teria sido transferida. “Evidente a necessidade de estar esclarecida, nos autos, a maneira como ocorreu a transferência da tornozeleira”, frisou

O promotor de Justiça Fernando Krebs, autor do requerimento de inquérito civil público, o governo de Goiás não tem falhado no fornecimento do equipamento e, por isso, seria irregular o empréstimo para um presidiário de outro estado.  “Ainda não se sabe como e nem quem precisamente solicitou a tornozeleira eletrônica para o ex-deputado, nem quem e como foi autorizado o empréstimo do equipamento, o que carece maior investigação por parte do Ministério Público”, admite Krebs no requerimento. 

Em nota divulgada na última quarta-feira (13), o secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, Ricardo Balestreri, afirmou que a SSPAP cedeu o equipamento em respeito à “solidariedade federativa”, e que cabe aos órgãos da União posicionarem-se em relação à recomendação do Ministério Público de Goiás.

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