Juiz não acata pedido do MP e manda soltar todos presos da SOS Samu neste sábado (25/6)

Depois de soltar quatro investigados que estavam presos temporariamente na Casa de Prisão Provisória, magistrado decide pela liberdade do restante dos detidos

Juiz manda soltar presos temporários investigados na Operação SOS Samu

O juiz substituto em segundo grau Wilson Safatle Faiad determinou na manhã desta sexta-feira (24/6) a soltura do médico Waler José de Campos Reis e de outros três presos temporários investigados na Operação SOS Samu. Mais tarde, ainda nesta sexta, o juiz substituto Denival Francisco da Silva negou o pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) de prorrogação da prisão das outras 17 pessoas detidas na terça-feira (21/6) e mandou soltar todos eles. O Jornal Opção teve acesso com exclusividade à decisão da Justiça goiana.

A previsão é que os 17 investigados na Operação SOS Samu detidos na terça-feira sejam postos em liberdade neste sábado (25). Dos 21, 17 continua presos temporariamente na Casa de Prisão Provisória (CCP) do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Os 21 detidos inicialmente são médicos, enfermeiros, condutores socorristas do Samu, técnicos em enfermagem, o diretor do Samu e outras pessoas investigadas pelo MP-GO em esquema de fraude de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais da rede particular.

Pedido do MP-GO

O Ministério Público tinha protocolizado nesta sexta-feira (24), no Fórum de Goiânia, o pedido de prorrogação da prisão temporária dos 17 investigados que continuam presos pela operação SOS Samu.

Na última terça-feira (21), quando foi deflagrada a operação, o MP expediu mandado de prisão temporária de cinco dias para 24 investigados. O prazo da primeira prisão temporária vence neste sábado (25/6). Duas pessoas ainda não se apresentaram e continuam foragidas.

A operação apurou um esquema criminoso envolvendo empresários de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Goiânia, com o pagamento de propinas para que esses servidores encaminhassem pacientes que tivessem planos de saúde a determinadas UTIs, fraudando a regulação dos leitos.

Ainda na terça-feira (21/6), o Jornal Opção publicou com exclusividade os nomes dos investigados que tiveram mandados de prisão expedidos. (Com Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

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