Juiz arquiva processo movido por Camila Rosa contra André Fortaleza

Na ocasião, Camila Rosa teve microfone desligado pelo presidente da Casa durante fala; Juiz entendeu que não teve como elemento motivador o menosprezo ou discriminação da parlamentar por ser mulher

A ação proposta pela vereadora Camila Rosa (PSD) contra o presidente da Câmara de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza (MDB), foi arquivada pelo Juiz Eleitoral Desclieux Ferreira da Silva Júnior. Para o judiciário, não há elemento motivador ou caracterizador de menosprezo ou discriminação à condição de Camila Rosa ser mulher. O processo foi movido após Fortaleza ter cortado o microfone da primeira secretaria da Casa em meio a discussão sobre cota de mulheres, em fevereiro deste ano.  

No relatório do inquérito, o Juiz argumentou que a vereadora teve o direito ao uso da palavra suspenso por exatos 97 segundos. Com isso, a suspensão perdurou enquanto a vereadora tentava argumentar com o vereador, durante o período que o microfone estava desligado. Depois deste tempo, Camila teve o áudio retomado. Com isso, Desclieux Ferreira argumentou, no inquérito policial, que os 97 segundos não são suficienteS para configurar impedimento ou dificuldade de desempenho do mandato parlamentar.

Na ocasião, Camila alegou que houve cerceamento da fala. A polêmica envolvendo a vereadora ocorreu durante a segunda sessão legislativa do dia 2 de fevereiro, em meio a uma discussão motivada por uma publicação de Camila nas redes sociais. O microfone foi desligado durante a réplica da parlamentar. A vereadora chegou a prestar depoimento no 1º Distrito de Polícia, no Centro de Aparecida.  

Ambos se exaltaram e, após ter retomada do momento de fala, a parlamentar se retirou do plenário. Ela teve uma queda de pressão e foi encaminhada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Flamboyant, em Aparecida de Goiânia, conforme confirmou a assessoria de Camila. Na unidade, ela foi medicada e tratada para então seguir para o Distrito Policial, onde fará o depoimento contra André Fortaleza.  

No discurso, a vereadora havia citado que todas as mulheres precisam procurar os direitos, não apenas para correr atrás da paridade entre gênero na política, mas também para evitar que estas situações, que são recorrentes, não aconteçam mais. “A política, desde a sua existência vem de um espaço machista, sim, no início, só poderiam exercer este direito homens brancos, e homens com grandes poderes aquisitivos, e com o passar do tempo, a política passou a ter esta pluralidade de ideias, que é necessário de ter neste espaço de poder, seja com mulheres, seja com índios, com pessoas da comunidade LGBTQIA+, ou pessoas que representam todas estas classes”, defendeu a vereadora é a única mulher no parlamento de Aparecida de Goiânia.  

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