Juiz afirma que magistratura goiana não se enquadra em critérios do novo auxílio-moradia

Norma aprovada nesta terça, 18, pelo CNJ deve beneficiar cerca de 1% dos juízes em todo o país 

Foto: Luciana Lombardi

O diretor administrativo da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), Altair Guerra, afirmou ao Jornal Opção que a nova resolução aprovada nesta terça-feira, 18, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que regulamenta o pagamento de auxílio-moradia aos magistrados brasileiros, no valor máximo de R$ 4.377,73, não desperta o interesse da categoria em Goiás.

“Para a magistratura goiana o tema é uma página virada pois as novas normas talvez não alcancem um juiz sequer em todo o estado. Temos apenas uma juíza que talvez possa se enquadrar nessa situação, mas acreditamos que esse alarde não se justifica”, afirmou o juiz.

Altair explicou ainda que em todo o país, cerca de 1% da magistratura terá direito ao auxílio. “Ninguém vai conseguir esse benefício, só se o juiz for destacado. Mas isso não acontece em nosso estado, até porque existe uma proibição para residir fora da comarca. Essa autorização só ocorre em casos excepcionais. A rigor, esse auxílio só será aplicado àqueles juízes que estão em Brasília atuando no Tribunal Superior”, explicou.

Entenda

Em sua última sessão do ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira, 18, por unanimidade, numa votação de poucos segundos, uma nova resolução para regulamentar o pagamento de auxílio-moradia aos magistrados brasileiros, no valor máximo de R$ 4.377,73. A norma tem validade a partir de janeiro de 2019, mesmo mês em que os magistrados brasileiros devem receber o aumento de 16,38% nos salários, que acompanham o reajuste aprovado neste ano no Congresso para os vencimentos de ministros do Supremo.

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