Juiz afirma haver indícios de ao menos três crimes cometidos pelo grupo de hackers

Justiça atende pedido do MPF e PF e prorroga prisão provisória dos quatro envolvidos

Juiz afirma haver indícios de que Walter Delgatti Neto liderava grupo de hackers| Foto: reprodução / Tv Globo

Em despacho nesta sexta-feira, 26, o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, afirmou os quatros hackers, presos de maneira temporária pela Polícia Federal, cometeram pelo menos três crimes. O grupo é suspeito de invadir celulares de autoridades.

De acordo com o magistrado, há indícios de que tenham praticado crimes de formação de organização criminosa, de invasão de dispositivo informático, e de interceptação de comunicações telefônicas. As penas podem chegar a oito anos de prisão.

Em relação ao crime de organização criminosa, a reclusão varia de três a oito anos. No caso da invasão de dispositivo informático, a pena é mais branda, de três meses a um ano. Já em relação ao crime de interceptação telefônica, o delito pode provocar de dois a quatro anos de prisão.

De acordo com o juiz, o inquérito aponta a liderança da suposta organização para Walter Delgatti Neto, também chamado de “Vermelho”. Outros nomes constam na investigação como participantes do grupo: Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Danilo Marques.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Delgatti confessou ter sido o autor das invasões de contas de autoridades por meio do Telegram, aplicativo concorrente do WhatsApp. O hacker informou ter enviado ao site The Intercept Brasil o conteúdo do material extraído dos smartphones de forma anônima e voluntária. Delgatti declarou não ter cobrado pelas informações e que não fez qualquer edição no material.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a Polícia Federal vê contradições e inconsistências no depoimento de Delgatti, que tem sido chamado pelos agentes de “contador de histórias”. À PF, o hacker afirmou ter escolhido o jornalista Glenn Grennwald pela atuação dele no vazamento de documentos secretos dos EUA a Edward Snowden.  Revelou que obteve o contato de Grennwald com a ex-deputada Manuela d’Ávila, do PC do B.

Atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da PF, o juiz Vallisney de Oliveira decidiu nesta sexta-feira, 26, prorrogar a prisão provisória dos quatro suspeitos presos por mais 5 dias. O magistrado alegou que a liberdade dos suspeitos poderia ser empecilho para as investigações.

 

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