Judiciário espera reduzir número de presos em Complexo Prisional de Aparecida

Após vistoria na manhã desta quarta-feira (3), presidente do TJGO defendeu maior atuação da União em presídios do Estado e adiantou medidas mitigadoras

Divulgação/TJGO

Comissão formada por integrantes do Judiciário, do Ministério Público de Goiás (MP-GO), da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás – Seção Goiás (OAB-GO) participaram na manhã desta quarta-feira (3/1) de vistoria no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, após uma rebelião na unidade na última segunda-feira (1°) resultar em nove mortes e 99 fugas.

A inspeção seguiu determinação da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia. No local, os integrantes da comissão conversaram com presidiários, ouviram relatos sobre a rebelião e também sobre o cotidiano no local, além de coletarem informações para atuar em ações mitigadoras da crise instalada no Complexo Prisional.

Em entrevista, o presidente do Tribunal goiano, desembargador Gilberto Marques Filho, falou sobre a falta de investimentos em cárceres que, em sua opinião, integra um cenário nacional. “Apesar de ser incumbência do Governo Estadual, não podemos culpá-lo. É uma responsabilidade que deveria ser da União, que tem força e recursos para assumir o sistema prisional. O Estado não tem condições de assumir sozinho esse papel”, frisou.

Antes de assumir a presidência do TJGO, Gilberto Marques Filho esteve recentemente à frente da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Goiás (CGJGO), onde liderou um levantamento inédito e completo sobre todas as unidades prisionais do Estado. “Nossas equipes percorreram mais de 6 mil quilômetros e foram em comarcas nas quais tinha apenas uma única cela. Repassamos todos os dados para as autoridades competentes. O STF, bem como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), estavam cientes da situação”, declarou o magistrado.

Após a vistoria, será produzido pelo tribunal, em até 48 horas, um relatório da situação da penitenciária. Além disso, o desembargador adiantou que será feito um mutirão no Judiciário goiano, junto aos demais órgãos, para avaliar os processos pendentes na tentativa de diminuir o número de presos nas unidades do Estado.

A comissão que vistoriou a unidade também adiantou que haverá um mutirão interno para analisar processos e agilizar transferência dos detentos que apenas dormem no local.

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ziro

A primeira iniciativa para resolver o problema: privatização, Estado mínimo, redução da carga tributária a favor do trabalhador e do empregador geradores de empregos e de consumo motrizes da economia. Judiciário não é imparcial, ingênuo quem acredita nisso. Os figurões do alto escalão dos poderes agem em coluio em prol de benefícios e aumentos de salários como exemplo o proibido e vergonhoso auxílio moradia de quase R4 5 mil/mensal. CHEGA!!!!! o povo não é escravo desta gente e suas mordomias palacianas, aliás é patrão que deve ser respeitado a altura.