Jovair nega acordão e diz que é candidato a presidente da Câmara

Deputado goiano confirma apoio ao nome do parlamentar Rogério Rosso (PSD-DF) para o mandato tampão no lugar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à presidência

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Câmara

O parlamentar goiano disse que não aceita fazer acordo com o DEM, que recebe apoio do ex-presidente Lula (PT) na eleição do presidente interino da Casa | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Câmara

Em conversa com o Jornal Opção, o deputado federal Jovair Arantes (PTB) afirmou nesta segunda-feira (11/7) que manterá seu nome na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados em janeiro de 2017 e confirmou que não tinha mesmo a intenção de disputar o chamado mandato tampão. O goiano disse que vai apoiar a candidatura de Rogério Rosso (PSD-DF) para ocupar interinamente o cargo de presidente da Casa, deixado pelo deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após renúncia da presidência na quinta-feira (7).

Rosso presidiu a Comissão Especial do Impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) na Câmara, que teve Jovair como relator. O goiano foi responsável por elaborar o parecer favorável ao impedimento da petista do cargo de presidente da República com base nos crimes de responsabilidade apresentados na denúncia: as chamadas pedaladas fiscais e os decretos orçamentários suplementares sem autorização do Congresso.

O petebista confirmou que apoia, nesta eleição para decidir o presidente interino da Mesa Diretora da Câmara, o deputado Rosso. Mas essa decisão não muda em nada a apresentação de chapa de Jovair em janeiro de 2017 para disputar o cargo. “Eu não era candidato para esse mandato interino mesmo. Em momento algum disse isso”, afirmou o parlamentar goiano.

Sobre a possibilidade de se criar um acordão entre os partidos do bloco chamado de centrão, que tem o PTB de Jovair ao lado do PP, PSD de Rosso, PR, PSC, SD, PRB, PROS, PHS e PSL em acerto com o governo federal interino de Michel Temer (PMDB), o goiano afirmou ser não ser possível fechar conversa com o grupo partidário formado por PSDB, DEM e PPS quando o Democratas como candidato à presidência da Casa o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) com apoio do PT e partidos da nova oposição.

“O DEM está sendo apoiado pelo (ex-presidente da República) Lula (PT). Não há apoio à candidatura do Rodrigo Maia, que vai receber apoio do PT”, declarou Jovair. Para o goiano, não há espaço para deixar a União decidir quem será ou não candidato à presidência do Legislativo. “A Câmara não aceita esse tipo de interferência.”

Quanto à renúncia de Eduardo Cunha ao cargo de presidente da Casa, natural apoiador da campanha à presidência da Câmara de Jovair em janeiro de 2017, o petebista negou perda de força em sua candidatura. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu sempre apoiei como parlamentar todos os deputados que presidiram a casa, com Cunha não foi diferente.”

A eleição da presidência da Câmara para ocupar o cargo deixado por Cunha na Mesa Diretora da Casa estava marcada para quinta-feira (14), mas foi antecipada para a quarta-feira (13). Rogério Rosso pode ter o aval do governo interino de Temer para que possa ser apresentado um candidato do DEM ou PSDB em janeiro de 2017 com apoio do centrão, bloco de Jovair.

Mas esse acordo entre o governo interino, centrão e o bloco do PSDB, DEM e PPS ainda não foi concretizado. Está marcado para a reunião de líderes partidários da Câmara, na terça-feira (12), a discussão sobre a proposta do acordão. Se firmado, de acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o nome de Jovair Arantes pode perder força na disputa definitiva do cargo de presidente da Casa em janeiro do ano que vem.

De olho na quarta-feira

Segundo a Folha, o acordão também seria uma forma de enfraquecer a articulação do PT, mas também do PSDB, de apoiar o candidato do DEM, o deputado Rodrigo Maia, para o mandato tampão, que será votado na quarta-feira. Em declaração do presidente nacional tucano, o senador Aécio Neves (MG), o PSDB não apoiará o candidato do centrão, Rodrigo Rosso.

A oposição ao governo interino de Temer e o bloco formado por PSDB, DEM e PPS quer diminuir a força do novo bloco político formado na Câmara a partir do afastamento de Dilma da presidência da República, o centrão, que tem 225 deputados entre parlamentares que cumprem seus mandatos e suplentes.

Já o bloco do qual faz parte Jovair, o centrão, não aceita ter em 2017 a eleição de um nome para presidente da Câmara que seja do PSDB, PPS ou DEM.

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Antonio Alves

É isso aí. Não sobrou nada do Governo golpista pra ele, agora é tentar a Presidência da Câmara. Vai ter dois votos. Também é o que ele merece.