Joesley Batista é denunciado por crimes relacionados a subsídios dados pelo BNDES à JBS

Procuradores da República também acusaram os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, além de outras oito pessoas

O empresário Joesley Batista e os ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, além de outras oito pessoas foram denunciados pelos procuradores da República responsáveis pela operação Bulish, nesta quinta-feira, por crimes relacionados a subsídios dados pelo BNDES na JBS. Segundo o Ministério Público Federal do DF são cobrados mais de R$ 5,5 bi.

Ressalta-se que as acusações são pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, prevaricação financeira e lavagem de dinheiro. As investigações apontaram, também, um prejuízo de R$ 1,8 bi, assumido pelo BNDES – esses valores foram atualizados. Os outros R$ 3,7 bi [que igualam a cifra pedia pelo MPF, de R$ 5,5 bi] são relacionados a reparação de danos.

A procuradoria também indica que a JBS articulou um esquema com base em propinas que garantiu decisões políticas e econômicas no BNDES em favor dela. Isto, conforme a acusação do MPF, foi feito por manobras que objetivavam a internacionalização do grupo para atuar em novos mercados.

Inclusive, todos os casos de contribuição à JBS, teriam “enquadramento, análise e aprovação das operações em tempo inferior ao recomendado pelo próprio banco”, além de falta de acompanhamento do BNDES nas operações financeiras. Em nota, o MPF afirmou que “os autores mencionam ainda a ausência de análise do limite de exposição do BNDES ao Grupo JBS. Ou seja, o MPF verificou que o banco se arriscou e emprestou muito mais do que poderia à empresa, contrariando as próprias normas de segurança”.

Mais irregularidades

Outras irregularidades apontadas pelo órgão são a injeção de mais de R$ 1,1 bi do BNDES no frigorífico, em 2007, com exceço de R$ 350 milhões, para compra da Swift Americana; além de anomalia, também, na aquisição da Pilgrim’s e de outras empresas. Como Joesley não relatou no seu acordo de delação premiada (2017) esses crimes, ele foi denunciado.

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