Joesley afirma que alguns áudios ainda não foram entregues ao MPF

Em depoimento à PGR, ele confirmou ainda ter tido reuniões com o ex-procurador Marcelo Miller para tratar de delações premiadas

Preso desde o último domingo (10/9), quando se entregou à Polícia Federal (PF), o empresário Joesley Batista garantiu ainda gravações que não foram entregues. À Procuradoria-Geral da República (PGR), ele também confirmou ter falado com o ex-procurador Marcello Miller sobre delações premiadas. Nestas reuniões, diz, Marcelo dava orientações sobre o processo.

Envolvido no mesmo esquema de Joesley, o executivo da J&F Ricardo Saud disse que Miller analisava os anexos da delação que ele escrevia. O dono da J&F, por outro lado, negou ter pagado por facilidades no Ministério Público Federal (MPF), disse que Marcelo nunca o orientou a fazer as gravações e nem tampouco o ajudou nos anexos.

O acordo de leniência da J&F está temporariamente suspenso porque o MPF vai apurar se a empresa omitiu alguma informação importante intencionalmente. A prisão temporária de Joesley e Saud foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

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