João Campos desiste de disputar mandato de senador

Segundo o deputado federal, indefinição da chapa governista dificulta sua articulação para candidatura em 2018

O deputado estadual João Campos (PRB) confirmou, em entrevista ao Jornal Opção, que não irá disputar mandato para senador em 2018. Segundo ele, embora tenha essa vontade, o fato de a chapa do governo ainda não estar muito definida atrapalha seu planejamento e trabalho em prol de uma eventual candidatura.

“Desejei e desejo muito buscar uma cadeira no Senado, mas como esse processo está demorando muito a se definir e um projeto dessa natureza pra mim, que não tenho um mandato na chapa majoritária, teria que ser definido com antecedência pra eu ter tempo de trabalhar”, explicou o parlamentar. “Como percebo que essas coisas serão definidas só no início do ano que vem, não posso ficar aguardando, então estou focado na minha reeleição para deputado federal”.

João Campos também fez uma avaliação dos desdobramentos da política nacional com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não cassar a chapa Dilma-Temer, que, para ele, não mudou muito o cenário do presidente em Brasília.

“Se a decisão do TSE tivesse sido outra, a condição teria piorado, ele possivelmente iria perder muito na base e isso poderia implicar até em uma renúncia”, avaliou. “Mas como o TSE decidiu não cassar, ele se mantém, com a mesma força, um pouco fragilizado, mas ok”.

Sobre uma eventual saída de seu antigo partido, o PSDB, do governo, que poderia deixar a situação de Temer mais delicada, João Campos lembrou a intensa participação tucana no governo e disse que a decisão deve demorar a sair. “Esse governo é do PSDB, apenas o presidente que é do PMDB, os principais ministérios são ocupados por peessedebistas. Por enquanto, o PSDB vai continuar apoiando e vai avaliando as próximas denúncias”.

Talvez a maior mudança, aponta, seja na aprovação das reformas. A trabalhista, lembra, deve ser aprovada no Senado, mas a previdenciária não. “O governo já tinha muita dificuldade com a reforma da Previdência, agora acho que impossível aprovar”, previu o parlamentar.

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