João Amoêdo, do Novo, desiste de concorrer à Presidência em 2022

Em 2018, na “estreia” do partido, o banqueiro havia tido a 5ª maior votação para presidente, à frente de nomes como Henrique Meirelles e Marina Silva 

João Amoêdo, Partido Novo — Foto: Agência Brasil

João Amoêdo, do Novo: desistência de disputar a Presidência no próximo ano | Foto: Agência Brasil

O banqueiro João Amoêdo não é mais pré-candidato à Presidência pelo Novo. Em postagem no Twitter, o partido comunicou, na noite desta quinta-feira, 10, que o empresário “repensou e declinou do convite feito” para que ele postulasse a candidatura.

Em 1º de junho, a legenda havia informado que Amoêdo, um de seus fundadores, tinha aceitado o convite para disputar novamente as eleições presidenciais. Na disputa de 2018, ele havia ficado em 5º lugar, obtendo 2,679 milhões de votos. O desempenho o deixou à frente de nomes como o do ex-ministro Henrique Meirelles (então no MDB) e o da ex-senadora e ambientalista Marina Silva (Rede Sustentabilidade).

Também na mesma rede social, o banqueiro publicou uma nota, que explicou haver sido anteriormente dirigida aos membros da Convenção Nacional do Novo:

Após avaliar os acontecimentos subsequentes ao anúncio da minha candidatura em 01/06 decidi declinar ao convite anteriormente recebido.

Na minha avaliação, a ausência de um posicionamento transparente, firme e célere da instituição, neste processo, demonstrou a falta de unidade do NOVO quanto ao propósito para 2022.

Muito me orgulharia representar o NOVO nesse momento tão importante para o nosso país, mas não há como iniciar essa dura caminhada sem a condição por mim citada quando da aceitação desse convite ‘mas aceito essa tarefa confiando que trabalharemos como um time, com resiliência, alinhamento, humildade e coerência, dentro dos princípios, valores e propósitos que justificaram a fundação do NOVO.’

Continuarei trabalhando na construção de um País melhor para todos.

 

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, disse lamentar profundamente a desistência de João Amoêdo. “Pedi a ele que reconsiderasse, mas a decisão já era definitiva”, escreveu, também no Twitter. “Continuaremos firmes cumprindo nosso papel na construção de uma via que nos livre de Lula e Bolsonaro.”

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