Jayme Rincón e presidente da Codego são presos em operação da PF

Ex-presidente da Agetop está na sede da Polícia Federal e já prestou depoimento

Jayme Rincón e Júlio Vaz

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 6, a Operação Confraria, um desdobramento da Operação Cash Delivery. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária.

Entre os presos estão o ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón, o presidente da Companhia de Desenvolvimento (Codego), Júlio Vaz, o gerente geral da Codego, Márcio Gomes Borges e sua esposa Meire Cristina Rodrigues Borges, que é assessora especial da Governadoria. Eles foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção.

De acordo com o advogado de defesa, Romero Ferraz, Rincón foi preso temporariamente por cinco dias e está na sede da PF onde já prestou depoimento. No entanto, de acordo com Ferraz, a defesa ainda não teve acesso ao inquérito e desconhece as acusação contra Jayme.

“Tão logo tivermos acesso ao inquérito vamos esclarecer todos os fatos que estão sendo atribuídos a ele. Por enquanto ainda nem sabemos o que é”, afirma.

Mandados de busca e apreensão foram realizados na sede da Codego, na secretaria de Desenvolvimento e no gabinete onde Meire trabalha, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, além das casas de Márcio Borges e Júlio Vaz.

Cash Delivery

A Operação Confraria é um desdobramento da Operação Cash Delivery deflagrada em setembro deste ano quando foram presas cinco pessoas, entre elas, Jayme Rincón e o ex-governador Marconi Perillo.

A operação investiga o recebimento de propina de R$ 12 milhões durante as duas últimas gestões de Marconi Perillo (PSDB), no governo estadual, em troca de favorecer empreiteiras em contratos e levaram como base conteúdo das colaborações premiadas de executivos da Odebrecht realizadas junto à Procuradoria-Geral da República.

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