Janot diz que vai pedir investigação de vazamento de delação da Odebrecht

Procurador-geral da República reforçou que prática é ilegal e que pode prejudicar investigações e até mesmo os citados  nos depoimentos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que vai pedir investigação sobre o vazamento de delação premiada de um dos executivos da Odebrecht para a imprensa. Segundo ele, além de ilegal, a prática pode prejudicar as investigações e os citados, já que só é válida depois de homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“O vazamento do documento que constituiria objeto de colaboração, além de ilegal, não auxilia os trabalhos sérios que são desenvolvidos e é causa de grave preocupação para o Ministério Público Federal, que segue com a determinação de apurar todos os fatos com responsabilidade e profissionalismo”, afirmou nota no Ministério Público Federal (MPF) divulgada no último sábado (10/12).

Janot se referia às citações supostamente feitas pelo ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, que teria citado nomes de 51 políticos de 11 partidos, incluindo o Presidente da República, Michel Temer (PMDB). Na última sexta-feira (9), o Palácio do Planalto emitiu nota repudiando as acusações de que Temer teria pedido propina à empresa.

“O presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho. As doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE [Tribinal Superior Eleitoral]. Não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”, afirmou a assessoria de Temer.

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