Jânio Darrot defende “kit profilaxia” para Covid-19: “não posso me omitir até chegarem as comprovações científicas”

Trindade adotou protocolo de tratamento com o uso de cinco medicamentos. “Conhecemos os efeitos colaterais do não tratamento que é a evolução de pacientes graves e aumento no numero de óbitos. Eu me sentiria responsável se me omitisse e não tratasse esses pacientes”, diz o prefeito

Jânio Darrot (PSDB) / Foto: Divulgação

O prefeito de Trindade, Jânio Darrot, contou, na manhã desta quinta-feira, 3, os métodos adotados pela prefeitura para tratar os pacientes diagnosticados com a Covid-19 no município. Jânio explicou que tudo é feito por meio da aplicação do “kit profilaxia” nos pacientes que chegam até as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Essa alternativa de combate ao coronavírus em pessoas em fase inicial da doença tem sido, segundo ele, experimentadas em outras cidades, estados e países que, gradativamente, vêm apresentando uma melhora nos quadros de infectados.

De acordo com o prefeito, os médicos manipulam nos pacientes os seguintes medicamentos: ivermectima, hidroxicloroquina, azitromicina, corticoide e zinco quelado. “Esses cinco medicamentos são usados nos casos confirmados com o PCR [exame padrão ouro]. Entramos com a medicação nos casos mais leves e estamos obtendo êxito”.

Isso impede, segundo ele, que o paciente evolua e chegue à fase dois ou três da doença, ou seja, necessitando do uso de respiradores e internação em UTI. “São cinco dias de uso do medicamento, o paciente infectado por um período de sete a dez dias, fica mais uma semana em isolamento e estará curado. Esse tratamento é feito de maneira domiciliar”, explicou Darrot.

Uso prático x Comprovações científicas

Sobre a resistência encontrada por parte da ala médica, haja vista que não há conclusões científicas quanto à eficácia desse tratamento, Jânio disparou: “Conhecemos os efeitos colaterais do não tratamento que é a evolução de pacientes graves e aumento no numero de óbitos. Eu me sentiria responsável se me omitisse e não tratasse esses pacientes, se ficasse esperando as comprovações cientificas e quando elas finalmente chegassem essas pessoas estivessem mortas. Não temos nenhum caso de efeito colateral com o uso medicamento e usamos esse protocolo há mais de 30 dias em Trindade”.

Outro detalhe observado por Darrot é que é necessário que médico e paciente estejam de acordo com o procedimento. “O tratamento é muito eficiente nos casos iniciais da doença. Não é um trabalho baseado em achismos, não estamos inventando nada”, reforçou.

14×14

O prefeito também repercutiu a decisão adotada por parte das prefeituras goianas em cumprimento às recomendações de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e até do próprio governador, Ronaldo Caiado (DEM). A ideia consiste em trabalhar um revezamento entre o funcionamento e não funcionamento das atividades comerciais a cada 14 dias.

“Quem pode trabalhar em casa, ótimo. Mas eu tenho que me preocupar com aqueles que vão precisar sair às ruas e precisam do seu ganha pão. Como as pessoas vão ficar de 14 em 14 dias? Eu sou contra a desesperança. Já estamos batendo recorde de desempregos, estamos distribuindo mais cestas básicas, nós temos que preocupar com isso. Precisamos buscar o equilíbrio. Daqui 14 dias vamos ter menos casos da doença? Pode ser que sim e pode ser que não. Daqui 14 dias voltarão os ônibus lotados, o comércio borbulhando, as feiras aglomeradas, quem garante que isso é solução. Existem comprovações científicas disso?”, disparou.

É preciso despolitizar a doença”

Um dos principais gargalos para o enfrentamento da doença é a falta de UTIs no estado, responsabilidade do Executivo estadual. Questionado sobre a falta de estrutura adequada deixada pelas gestões anteriores, especialmente no que diz respeito ao atendimento da população do Entorno, Darrot disse que falar de “governo A ou B” é contenda política e que este não é momento para politizar o problema.

“Se o governo anterior, seja ele de qual partido for, não fez o dever de casa eu não vou entrar no mérito. Temos que pensar é que agora não devemos politizar. Depois que passar tudo isso a gente procura os culpados, quem fez e quem deixou de fazer. Agora não é momento pra isso. Temos que despolitizar esse assunto porque ele está muito acima de bandeira partidária”, pontuou o gestor.

Para o prefeito de Trindade, a utilização ou não dos medicamentos também sofre com a politização do assunto. “Se eu uso cloroquina não é porque sou a favor do presidente e contra o governador. Eu não sou linha Bolsonaro, não sou linha PSDB. Eu sou linha Saúde. Se o presidente falou de uma maneira, aquilo é uma opinião, um jeito dele. Não estou usando remédios pra seguir o presidente ou pra ser contra o governador, é para atender o meu cidadão, para salvar as vidas que pudermos. É para garantir tratamento daqueles que não têm condições de pagar”, finalizou.

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