“Isso não aconteceria se ela não fosse mulher”, avalia Policarpo sobre ameaça do deputado Amauri à vereadora Luciula

Presidente do legislativo de Goiânia, Romário Policarpo, afirma que tem dialogado com o presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), com a intenção de evitar uma crise institucional entre as casas

Romário Policarpo, presidente da Câmara de Goiânia | Foto: Mariana Capeletti – Câmara Municipal

Após ameaça do deputado Amauri Ribeiro (Patriota) contra a vereadora de Goiânia, Luciula do Recanto (PSD), quando o político afirmou em tribuna que a parlamentar “merecia um tiro na cara”, medidas administrativas vem sendo tomadas por parte de ambas as Casas Legislativas. O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Patriota), esclareceu que o diálogo com a Presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), acerca da situação, está frequente, com o objetivo de evitar uma crise institucional entre os órgãos.

A expectativa, por parte do presidente da Câmara, é que seja aberto um procedimento disciplinar contra Amauri, que na última quarta-feira, 11, novamente utilizou a tribuna do plenário para atacar a vereadora. Dessa vez, a caracterizando como ‘vitimista’. O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB), presidente da Comissão de Ética da Alego, já afirmou que a situação será avaliada em prol de entender se houve quebra de decoro parlamentar por parte do deputado patriota.

Sebba não deixou de acrescentar, no entanto, que, há meses, Amauri realiza ataques contra a vereadora pessedista e distorce fatos documentados por autoridades envolvidas no caso. “Ele desacredita os relatos de uma vereadora e de agentes da Amma, da GCM e da Polícia Civil para proteger uma pessoa com amplo histórico de contravenções”, explicou.

Como partidário do deputado, o presidente da Câmara Municipal afirma que serão estudadas sanções disciplinares, juntamente com o representante do Conselho de Ética do partido, vereador Cabo Senna (Patriota). “A briga politica e a divergência podem ocorrer, mas uma ameaça feita como foi feita é muito perigosa e leva a politica a lugares que a gente não deseja”, pontuou.

Em concordância com o presidente da Comissão de Ética da Alego, Romário Policarpo pontua o fato de os ataques não terem sido um fato isolado, mas uma sucessão de eventos repetidos. “Estamos falando de uma mulher que estava exercendo seu mandato e que com certeza não aconteceria com outra pessoa, se ela não fosse mulher. Isso ficou muito claro. Os ataques do deputado se concentram especificamente na vereadora Luciula, sendo que ele poderia concentrar esses ataques em vários parlamentares dessa casa, que por vezes o criticaram por suas falas, mas ele prefere concentrar na vereadora”, finalizou.

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