Secretário de Saúde deve deixar comando da pasta até sábado, quando termina prazo de descompatibilização

Apesar de expectativas quanto ao futuro político de, Ismael Alexandrino, o atual secretário de Estado de Saúde de Goiás não se filiou ao PSD, durante evento realizado na sede do partido, em Goiânia, na manhã desta terça-feira, 29. Lá, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira, integrou a sigla pessedista. Alexandrino, inclusive, ressaltou que só foi ao evento para prestigiar Vieira, a convite do próprio presidente da Alego.

“Fui na filiação do amigo e deputado Lissauer Vieira a convite dele, fui para prestigiá-lo. Assim como fui na filiação da senadora Lucia Vânia ao União Brasil, a convite dela. Não estou filiado a nenhum partido”, ressaltou. Sua não filiação a sigla durante o evento chegou a surpreender algumas lideranças da legenda, que esperavam que o secretário integrasse o partido nesta terça. Um exemplo foi a vereadora Camila Rosa (PSD), que apesar de não ter participado do evento, chegou a publicar felicitações ao secretário em suas redes sociais, pela possível filiação – que, apesar de esperada, não ocorreu.

“Ele manifestou o apoio de ser candidato a deputado federal pelo PSD e nós abrimos as portas, mas ele não se filiou. Para mim foi uma surpresa”, declarou. Anteriormente, no entanto, já havia explicado ao Jornal Opção que mantém conversas com o PSD, MDB e União Brasil. A decisão de qual caminho tomar, no entanto, ainda não foi decidida.

Agora, o secretário deve deixar o comando da Saúde até o fim da semana, quando chega ao fim do prazo de filiações e descompatibilizações de interessados em pleitear um cargo na disputa eleitoral de 2022, que acontece em outubro. Na última semana, pelo mesmo motivo, ele deixou a vice-presidência do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde (Conass).