Ismael Alexandrino mostra preocupação quanto à falta de unicidade entre decretos de Goiânia e Aparecida

“A população tem livre trânsito de lá para cá, daqui para lá, e neste momento, a gente entende que isso trará dificuldade. Esses 14 dias serão muito críticos” explica o secretário

Secretário de Estado de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino. | Foto: Governo de Goiás/reprodução

Secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, demonstra preocupação quanto ao não alinhamento de ações de Goiânia e Aparecida de Goiânia no combate à Covid-19. As medidas estabelecidas por ambos os municípios foram implementadas em decreto na tarde do último sábado, 13.

O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos) optou pelo sistema de 14×14 também adotado pela rede estadual, que visa a suspensão das atividades não essenciais por 14 dias, seguidos de 14 dias de flexibilização. Enquanto isso, Gustavo Mendanha (MDB), prefeito de Aparecida, adotou o regime de escalonamento de dois em dois. Como a cidade entrou na escala diretamente no que é chamado de cenário laranja, cada uma das 10 macrozonas possui seu específico dia de fechamento. O objetivo é analisar o resultado da estratégia após 7 dias de sua adoção.

A visão estadual quanto esta distinção de estratégias adotadas, entretanto, não é positivo, ao considerar que Goiânia e Aparecida de Goiânia são cidades conurbadas, que compõem um núcleo urbano em comum. “A população tem livre trânsito de lá para cá, daqui para lá, e neste momento, a gente entende que isso trará dificuldade. Esses 14 dias serão muito críticos” explica.

O secretário ainda diz que, nesse momento, o ideal seria que houvesse unicidade de ações entre as cidades, para que a repercussão daqui 14 dias fosse positiva e a situação da saúde pública em abril fosse mais amena.

Medidas de combate

Desde o dia 1º de março, ambos os municípios intensificaram suas medidas restritivas com o objetivo de combater a contaminação realizada pelo novo coronavírus e reduzir a demanda por leitos em hospitais. Na rede estadual, a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) voltadas ao combate da Covid-19 está em 98,09%, com apenas 10 disponíveis. Na enfermaria, essa porcentagem é de 92,99% e 44 unidades disponíveis.

“Semana passada, como previmos em outubro, foi a semana com o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia. Somado ao acúmulo de pacientes, muitos municípios já estão com suas estruturas acima da capacidade. Então nós temos buscado ajudar esses municípios enquanto exercemos esse papel em relação aos hospitais estaduais. Nós continuamos em crescente número de casos, o crescimento é exponencial, mas talvez estivesse pior. O sistema estaria todo colapsado se não tivesse esse freio”, conclui o secretário, acerca das estatísticas atuais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.