Irmãos Batista viram réus por manipulação de mercado e uso de informação privilegiada

Denúncia do MPF afirma que Wesley e Joesley lucraram R$ 100 milhões por saberem da divulgação da delação premiada firmada com a PGR

Wesley e Joesley Batista estão presos na sede da PF em São Paulo | Foto: Reprodução

O juíz João Batista Gonçaves, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, aceitou nesta segunda-feira (16/10) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra os irmãos Wesley e Joesley Batista por uso de informações provilegiadas (insider trading) e manipulação de mercado.

Com a decisão judicial, os irmãos sócios da J&F, holding do frigorífico JBS, viram réus e passarão a responder a uma ação penal pelos atos ilícitos de que foram acusados.

Segundo a denúncia do MPF, eles lucraram R$ 100 milhões em aquisições de contratos futuros de dólares e minimizaram perdas patrimoniais de R$ 138,3 milhões usando informações sobre a divulgação da delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Procuradoria afirma que eles sabiam que a delação causaria a queda das ações da JBS e a alta do dólar, e atuaram para reduzir o prejuízo da empresa. Os irmãos Batista estão presos preventivamente na sede da Polícia Federal em São Paulo desde de setembro.

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