Irmã de Paulo Gustavo faz tatuagem com “frase-recado” do humorista para Bolsonaro

Na postagem, produtora respondeu de forma bastante dura às condolências do presidente quando da morte do humorista, no início do mês

A produtora Ju Amaral apresentou, nas redes sociais, a tatuagem que fez em homenagem ao irmão, o ator Paulo Gustavo, morto no dia 4 de maio depois de lutar por quase dois meses contra a Covid-19. A publicação serviu para um duro desabafo contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A nova marca que estampa no braço é uma frase dita por Paulo Gustavo em dezembro, no programa especial de fim de ano que fez para a Rede Globo: “Rir é um ato de resistência. Tatau”, encerrando com o apelido familiar do ator. A produtora usou a postagem, no Instagram, para responder uma mensagem em que Jair olsonaro prestou condolências à família do ator após sua morte.

Em um comportamento não usual em morte de artistas, o presidente cumprimentou a família: “Meus votos de pesar pelo passamento do ator e diretor Paulo Gustavo, que com seu talento e carisma conquistou o carinho de todo Brasil. Que Deus o receba com alegria e conforte o coração de seus familiares e amigos, bem como de todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid”, escreveu nas redes sociais.

Ju Amaral começou o texto da seguinte forma: “Sr. presidente, me disseram algo sobre o senhor ter postado condolências à minha família. Só agora tive forças de vir responder como o senhor merece, e o mínimo que eu posso lhe dizer é que, por coerência, nunca mais ponha na sua boca o nome do meu irmão”, escreveu

Ela prosseguiu, ainda de forma mais dura: “Essa boca que disse não à vacina e condenou tantos à morte, essa mesma boca que debochou imitando pessoas com falta de ar, pessoas que viveram o horror que meu irmão viveu, não pode ser usada para pronunciar o nome dele nem lamentar a morte de todos os vitimados pela Covid”, desabafou a produtora.

Sempre muito preocupado com a doença, Paulo Gustavo, questionou, em uma de suas últimas postagens nas redes antes de adoecer, a falta de vacinas. Ele morreu aos 42 anos, no auge da carreira de humorista.

* Com informações do portal G1

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